Parabéns para nossa Princesa do Oeste.

         Tão amada e tão maltratada, nossa querida cidade este ano completando 107 anos não ganhou nem bolo e nem festa, vergonha.

         Neste 1º de Junho a palavra mais usada foi saudade, nós divinópolitanos ficamos assim sem lugar perdidos nas lembranças, tristeza.

         Como não lembrar dos tempos de glória, da expectativa do aniversário da cidade. Nas escolas os ensaios começavam com 01 mês de antecedência, marchas, danças e as poderosas fanfarras, o hino de nossa terra na ponta da língua, a escolha e os ensaios das balizas e dos porta bandeiras.

        Me lembro da concentração na praça da catedral, um frio louco, na época acho que a temperatura era mais baixa, nós peixinhos do Sargento, nadadores do DTC vínhamos de traje de banho apenas com as medalhas no peito e com muito orgulho de estar ali.

       Naquela época existia uma certa torcida na sociedade todo mundo já esperava as escolas de sua preferência. Quem não se lembra da abertura com o Tiro de Guerra gritando suas frases de impacto, da elegância da tia Marta Eugenia apresentando a fanfarra do Colégio Frei Orlando, das meninas do Instituto Nossa Senhora do Sagrado Coração, dos alunos do Colégio São José e São Geraldo , do Estadual , do Leão XIII e seus atletas, dos grupos estaduais Padre Matias, Joaquim Nabuco, Dona Antônia Valadares cada um seguido sempre de perto de suas mestras. Como esquecer dos clubes de serviço, Lions, Rotary, Inst. Helena Antipoff, Escola A A Vida, as escolas municipais. Logo após vinha os departamentos da prefeitura, os postos de saúde, as escolas rurais e as cidades vizinhas que vinham homenagear nossa princesa. No final acontecia o melhor da festa a entrada da cavalaria do Zé Capitão, belos cavalos montados pelos peões caracterizados, muitos chapéus e muito barulho. O interessante que na pipoca, no final vinha o povão montado do jeito que dava, ali aparecia de tudo gente tonta, gente cantando, gente na garupa, gente correndo atrás, valia tudo para todos, levantava poeira.

       Neste dia os portões do parque de exposição estavam abertos, era a festa do povo. A noite acontecia nos clubes o tradicional baile de aniversário da cidade , lotava de gente de fora.

       Pena que deixaram acabar, este ano nossa amiga Iris Silva, pela segunda vez organizou um belo encontro na praça do mercado, ali vi como somos carentes de boa música e de grandes encontros com pessoas do bem. Sou da terrinha e admiro como nossa cidade abre e sempre abriu suas portas para as pessoas que vem de fora, povo hospitaleiro que cresce na raça sem medo de ser feliz. Vamos fazer acontecer se juntarmos daremos conta de trazer de volta nosso desfile de 1º de Junho, nosso orgulho. 

       E continuamos aqui vendendo sonhos e acreditando que tudo vai dar certo, TOK EMPREENDIMENTOS Rua Cristal 120.

                          

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