Bob Clementino - 27 de Junho

Vereadores que compõem a “CPI dos Áudios” também negociaram cargos
comissionados?
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga indícios da
prática de atos lesivos ao interesse público por parte do Poder
Executivo, presidida por Ademir Silva (PSD) e que tem como demais
membros o relator, Renato Ferreira (PSDB), Edson Sousa (MDB), Josafá
Anderson (PPS) e Raimundo Nonato (PDT), teriam isenção para
investigar o vazamento de áudios envolvendo Galileu, Marcelo e o
editor do Divinews, Geraldo Passos? Pergunto, porque, nos discursos de
alguns edis, há indícios de negociata de cargo na prefeitura, em troca
de apoio ao Governo Galileu na Câmara Municipal.
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Edis que indicaram amigos para cargos comissionados deveriam se
declarar suspeitos para julgar Galileu.

Embora algumas declarações de vereadores nas Reuniões Ordinárias
deixem suspeita de que há negociata para indicar amigos a
cargos comissionados na Prefeitura, provar isso é difícil. Porém, por
questão de caráter e honradez, se os edis, Ademir Silva (PSD), o
relator, Renato Ferreira (PSDB), Edson Sousa (MDB), Josafá Anderson
(PPS) e Raimundo Nonato (PDT), que compõem a “CPI dos Áudios”,
indicaram amigos, apoiadores ou parentes para cargos
comissionados no Governo Galileu Machado deveriam se declarar
suspeitos para participar da Comissão Parlamentar de inquérito. É
questão de moralidade, no mínimo!  Segundo nossa Lei Processual Civil,
entre outras possibilidades, um magistrado deve se declarar suspeito
para julgar um caso quando:
-ele é amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes;
-ele receber dádivas antes ou depois de iniciado o processo
-ele for interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes;
por motivo de foro íntimo.

 Nesse espelho, os vereadores haveriam de se mirar, como também no bom
senso ético e moral.

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Vereador Edson Sousa deveria se declarar suspeito para julgar o bloqgueiro.
Quando um vereador é escolhido para participar de uma Comissão
Parlamentar de Inquérito, assume o papel semelhante ao de um juiz, de um
magistrado. E segundo o Código de Processo Civil, que norteia os
passos nas medidas judiciais, um magistrado deve se declarar suspeito
para julgar um caso, quando o magistrado é “inimigo capital de
qualquer das partes”. Pelos discursos inflamados na tribuna da Câmara
Municipal em que desanca o diretor do Portal Divinews , Edson Sousa
deixa claro que se tornou e é  inimigo capital daquele. Desse modo,
pelo menos objetivamente, não tem isenção para julgar o blogueiro. Sua
presença, portanto, em uma CPI que julgará também a participação do
diretor do Divinews, no episódio envolvendo o prefeito Galileu e
Marreco, com o blogueiro, é imprópria, inadequada e suspeita.
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Relembrando : fala de edis que deixam sinais de negociata com Prefeito

 Na Reunião Ordinária em que se discutiu o Projeto de Lei 034/17,
várias informações ou opiniões politicamente inquietantes escaparam
dos discursos dos edis. Eis algumas ditas por vereadores:

-“Tem vereador que mama nas tetas da Prefeitura e depois cospe na cara
do Prefeito”.

-“Eu não mamo nas tetas da Prefeitura e depois chego aqui e cuspo e na
cara do Prefeito”!

-“Quando eu disse que têm vereadores que têm que ter vergonha na cara,
eu me dirigi aos que têm cargos comissionados dentro da Prefeitura”.

Sobre os vereadores que mamam nas tetas do governo e depois cospe na
cara do Prefeito, foi dito: ” têm que entregar todos os cargos
comissionados que têm (na Prefeitura), se fossem homens de caráter”.

-“Aqui tem vereadores bumerangue. “Eles vão e voltam” (que votam
projetos do governo de acordo com seus interesses e não os da cidade)

- “Tem vereadores que sobem a Paraná, (Prefeitura) para tomar um chá
com o Prefeito e voltam, votando sim” (insinuando que há negociações
entre Executivo e Legislativos, na hora de votar projetos do governo)
Espero que o Ministério Publico esteja de olho.
 

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