APRENDENDO COM MILLÔR.

Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados.

Millôr Fernandes

 

Devemos aprender com gente como Millôr, Jaguar, Sérgio Augusto, Ziraldo e tantos outros jornalistas históricos.

Analisando a frase de destaque desta postagem, a gente fica a pensar na importância do jornalismo independente, que se mantém a segura distância das intimidades do poder.

Posições de “amizade” ou “inimizade” entre governo e imprensa são tumores malignos que só servem a interesses privados, enquanto o espírito do jornalismo tem que ser a conveniência do coletivo.

Não me parece bom que o governante escolha determinados órgãos amigos a quem conceda entrevistas exclusivas e aponte outros como adversários, chegando ao pouco de proibir a participação dos mesmos em eventos.

A gente, em casa, deve filtrar o que vem através das ondas do rádio, TV e pelo cabo da fibra ótica. E fazemos bem em olhar torto para órgãos de imprensa que aceitam ser os amigos enquanto suas contrapartes são relegadas. Por que aceitam isso? O que pretendem em troca de tal obediente submissão? Como toleram tamanho ataque à classe a qual pertencem?

© 2009-2019. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.