A TORCIDA DO GUARANI DE DIVINÓPOLIS

Embora eu não seja nascido em Divinópolis, adotei o Guarani como time do coração desde 2006, quando passei a viver nesta cidade. Uma vez por ano, inclusive, torço contra o Galo – o dia em que ele enfrenta o Guarani. Frequento o Farião, compro produtos oficiais com alegria e orgulhosamente sou sócio-torcedor.

Diante disso fico bastante à vontade pra dizer que, ao contrário do que apregoa o senso comum, a população de Divinópolis – em geral – não gosta do Guarani.

Opa, deixem que eu me proteja dos tomates enquanto termino o texto.

A ocupação média do Farião é baixa. O estádio só lota em dias de jogos grandes, normalmente aqueles contra os times da capital. E, nessas oportunidades, o time da casa vira visitante contra a maioria de atleticanos ou cruzeirenses – grande parte nascidos em Divinópolis.

Exceção feita às abnegadas torcidas organizadas, incansáveis no apoio ao Bugre debaixo de chuva e sol, a torcida normalmente age mal com o time.

Se o time não está vencendo aos quinze minutos do primeiro tempo já surgem os primeiros cornetas. Normalmente escolhem o lateral que está passando ali mais perto ou o centroavante que errou um gol.

A torcida do Guarani não apoia nos momentos ruins e sequer nos “mais ou menos”. Só vai na boa. Se o Guarani está ganhando, aplausos e juras de amor. Se não vence ou não dá o show que o sujeito esperava, toma vaias e agressões verbais.

Importante repetir: a regra da torcida de má qualidade é quebrada pelas organizadas, que sempre dão um show e garantem o contraponto aos chatos que vão ao Farião pra exigir prazeres, ao invés de oferecer seu amor ao Bugre divinopolitano.

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