ESCOLA, CANTEIRO DO FUTURO

O termo “Escola sem Partido” a mim parece disfarçar a essência do movimento. Mais adequado seria nomeá-lo “Escola sem Pensamento”, dadas as travas que o projeto permite implementar no sistema educacional.

Fico bastante espantado que tanta gente boa acredite que os professores estão ensinando nossas crianças a se tornarem comunistas – olha aí o palavrão de novo – ou, pior ainda, treinando-as para virarem homossexuais.

Questões de gênero e clima, por exemplo, são fatos da vida. Não dá pra fingir que não existem, estão postos. Quando digo que o Brasil é o país onde mais se assassinam homossexuais no mundo não estou emitindo opinião, mas sim destacando um fato.

Estupros, feminicídios e a diferença de salários entre homens e mulheres na vida corporativa também fazem parte da conjuntura social, são realidades que independem de interpretação.

Além do mais, controlar a mente alheia nunca resultou em progresso, salvo melhor juízo. Encorajar alunos a filmar professores supostamente subversivos remete a memórias ruins feito ditaduras e nazismo.

O que a gente precisa é da garotada pensante. O futuro de um país depende de que os professores incentivem seus pupilos ao raciocínio, provoquem sua curiosidade, cutuquem seu instinto de aprendizagem.

Escola deve ser lugar de contraditório, de questionamento, de abertura. Assim é nos países mais desenvolvidos, assim deveríamos querer para o Brasil. Educação que produz bons frutos se baseia em mais cérebros ativos, sem amarras mentais e nenhum controle intelectual.

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