ESTADO LAICO É UMA BÊNÇÃO

Uns tempos atrás cismei de estudar as três grandes religiões monoteístas e, como funciona sempre que a gente mete a cara nuns livros, aprendi um bocado suficiente.

Aprendi, por exemplo, que Cristianismo, Judaísmo e Islamismo nasceram sob raízes comuns. O Cristianismo veio dos judeus, que o criaram. Já a religião de Maomé não diferia, em essência, das outras duas, suas parentas mais velhas.

Percebi que os três livros sagrados só pregam bons valores. Se houve cruzadas e jihads (guerras santas) é porque seres humanos oportunistas ou canalhas poderosos resolveram interpretar os textos como melhor lhes convinham.

Outro aprendizado importante nesse meu mergulho na história foi que sempre fizemos mau negócio quando misturamos Estado e Religião. Sempre dá merda, acredite, amém.

Estado laico é uma bênção, por mais paradoxal que pareça essa afirmação. Não se resolvem problemas como pobreza e criminalidade por meio de orações. A proximidade ao Além conforta corações mas tem pouca efetividade na vida prática. Por outro lado, meter crenças religiosas na vida pública é um perigo danado.

Sempre que Governo e Religião se aliaram foi para permitir que os titulares do poder justificassem arbitrariedades. Forçar posicionamentos morais contra a ciência ou fatos da vida é uma estratégia bastante fora de moda no mundo desenvolvido. E, a mim, parece bom que copiássemos as nações que evoluem.

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