NEYMAR, MIKE TYSON, ESTUPRO E MACHISMO.

Faz tempo que não se fala muito sobre o futebol de Neymar. Quando aparece bem é jogando o Campeonato Francês pelo PSG. Seria como o mesmo time disputar o Campeonato Mineiro. Não há adversários sequer próximos em nível técnico, tamanha a diferença financeira.

O mais recente episódio representa passo adiante na carreira de treteiro. Acusação de estupro não é brincadeira. Mesmo sabendo disso, o atleta se portou como sempre – feito um garotinho mimado. Reforçando a imagem de “Menino Ney”, nosso Peter Pan achou que a melhor forma de se defender de tão séria acusação seria fazendo um vídeo. Poderia ter acordado seus advogados na noite de sábado para orienta-lo. Escolheu o pior meio.

Na tal gravação, ele apresentou fotos íntimas da mulher, claramente cometendo um crime. Por essa, no mínimo, ele vai responder.

Um ponto importante precisa ser esclarecido: o fato de a moça ter voluntariamente se encontrado com ele não elimina o possível estupro. O crime pode acontecer até mesmo entre um casal casado. Para caracterização da infração basta que o ato sexual tenha sido praticado sem consentimento da vítima.

Outra análise interessante que surge nos comentários das redes sociais e nas conversas nos cafezinhos é a facilidade com que se passa pano para o homem, principalmente se for rico e famoso. “Maria-chuteira”, “interesseira” e outros termos menos pudicos foram usados à exaustão pra rotular a pessoa que foi à polícia registrar a ocorrência de um ato extremamente bárbaro.

Se ele é culpado, não sei. Fato é que deve se preocupar com sua defesa. Bom lembrar que o boxeador Mike Tyson – muito mais famoso e mais bem sucedido em sua área de atuação – foi condenado a 6 anos de prisão num caso muito parecido. 

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