O QUE TEM DE NOVO NO PARTIDO QUE CARREGA ESSE NOME.

Não tenho visto muita originalidade no Partido Novo. Suas propostas de extremo liberalismo parecem pretender manter e até ampliar o tradicional domínio de uma elite econômico-financeira sobre a população em geral.

À primeira vista seu programa é bastante popular. Porém, é necessário que se exercite um pouco o cérebro para bem compreender a realidade.

Os auto-proclamados inovadores da política defendem, entre outras coisas, a privatização de todos os serviços públicos. Todos. Isso inclui o serviço público de saúde. Agora você pense bem se não houvesse uma UPA – por mais que existam problemas – pra receber o filho doente do pobre numa madrugada de terça-feira.

A mais recente ação forte do Partido Novo aparentemente comprova sua desconexão com qualquer coisa que pudéssemos chamar de moderno. Decidiram romper o acordo com o governo federal com relação à reforma da Previdência.

Sabem por quê?

Porque o Novo quer retirar da emenda constitucional a taxação dos bancos.

Isso mesmo, vou repetir pra ficar bem claro: o Partido Novo quer proteger os bancos do pagamento de impostos.

Não me consta que os bancos estejam no grupo dos menos favorecidos no Brasil. Diferente dos pequenos empresários e dos trabalhadores, a classe dos banqueiros tem muito pouco a reclamar da vida. Um impostozinho a mais não seria lá aquele transtorno, não lhe parece?

O Novo vem embrulhado em seda fina, embora seu recheio esteja vencido. Disfarçado de apolítico, prega o que tem de mais velho na história. Quer outro exemplo que confirme isso? Tome o governador de Minas Gerais, defensor número 1 das mineradoras que estão matando nossa natureza e nossa gente.

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