O VERDE NÃO TEM BANDEIRA POLÍTICA.

Não sei exatamente quando foi que a defesa do meio-ambiente se tornou um dos comportamentos a identificar-se a posição política de alguém no Brasil.

Somente no Brasil, creio, visto que governos de direita moderada (quanto a fundamentalistas de ambos os lados não há o que se discutir) defendem, criam e aplicam políticas de proteção ambiental no mundo inteiro.

Fanatismo normalmente anda de mãos dadas com preguiça mental. O fundamentalista abre mão de pesquisar porque a fé em suas próprias convicções o previne de coloca-las à prova.

Temos hoje no Brasil um determinado número de pessoas que ataca a proteção ambiental porque, supostamente, isso seria coisa de “comunista”.

Logo de cara, abro mão de discutir o comunismo, o que deve ser tema de uma outra coluna. Trago, porém, ao debate um fato comprovado historicamente: as experiências comunistas no mundo jamais tiveram como bandeira o meio-ambiente.

Dito isso, tranquilizem-se. Você não precisa ser comunista nem esquerdista pra desejar que a natureza seja protegida, que o agronegócio seja sustentável e que a indústria seja menos poluente. Isso não é coisa de esquerdista nem de direitista, é característica de pessoa inteligente.

Os empresários do agronegócio brasileiro estão enlouquecidos com a imagem que o Brasil, voluntariamente, está criando a seu respeito no exterior, de um país que pretende ignorar normas ambientais. Eles sabem que isso é ruim, inclusive, para a economia.

Seja por amor à vida ou ao dinheiro, alie-se a quem protege. Insisto que defesa ambiental não é posição política. É sinal de sagacidade. 

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