OLAVISMO VOLUNTÁRIO, IDIOTICE PROPOSITAL

Se tem um negócio que está na moda é o “Olavismo”, o ato de ser seguidor das pregações de Olavo de Carvalho.

Chamo de pregação porque suas manifestações ideológicas não passam disso que a expressão indica: ideologia pura e sem base científica.

Destacam-se nos discursos Olavistas as seguintes batalhas:

  • A teoria da evolução, de Charles Darwin, não passa de uma grande farsa, sendo “tosca e confusa”
  • O aquecimento global é uma mentira
  • Vacinas são perigosas
  • Tabagismo não faz mal à saúde

Fariam bem os seguidores de Olavo se lessem o que seu guru escreve. É provável que se tornassem mais críticos se descobrissem que o ídolo se espanta com a crença de seus discípulos em tudo que ele mesmo determina.

Quanto à evolução das espécies, é fato que Darwin foi contestado. Mas isso se deu lá no século XIX quando publicou seus estudos, sendo que dali pra frente todos os experimentos científicos comprovaram o que ele dizia. Contradizer Darwin em 2018 só é possível sob intensa dose de fanatismo ou fé – elementos que não fazem parte da ciência.

Sobre o aquecimento global, praticamente a totalidade dos cientistas respeitáveis do mundo inteiro concordam que seja efeito da ação humana. Para dizer o contrário, só mesmo com argumentos feito o de Donald Trump: “Eu não acredito nisso”. E, perdão pela repetição, acreditar é verbo que não se conjuga cientificamente.

A respeito das críticas Olavistas sobre vacinas, então, já é caso de polícia, né? O simples fato de não ter vacinado seus filhos já configura barbaridade e a divulgação dessa ideia para seus milhões de adeptos causa risco de saúde pública.

Outro ponto interessante de Olavão é dizer que o tabagismo não faz mal, que as doenças decorrentes do hábito de fumar não passam de coisa de esquerdista.

Olavo de Carvalho não é nenhum idiota, ao contrário das pessoas que voluntariamente se tornam seus pupilos. Olavo de Carvalho, hoje, é um perigo.

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