QUANDO A GENTE PERDE UM AMIGO “DESCONHECIDO”

A morte de Ricardo Boechat me pegou no início da tarde de 11 de fevereiro com uma força extrema. Pra mim parecia a perda de um amigo.

Eu escutava parte do programa dele todos os dias e sentia falta quando ele folgava ou tirava férias.  Eu não sabia que o tinha como uma pessoa tão próxima, tendo feito tal descoberta a partir do sentimento de negação que senti quando soube do acidente.

E amanhã, como será sem ele?

Essa sensação me fez pensar em quão importante é o papel de um comunicador, especialmente quando atinge o alcance de um Ricardo Boechat. O poder de convencimento é grande, visto que a gente – ouvintes, fãs – passa a ter uma relação de proximidade muito grande.

Boechat cumpriu bem seu papel e foi embora muito cedo, para o mal desse país que, em 2019, não conseguiu produzir notícia boa ainda.

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