SÓ ENQUANTO OS ESTÔMAGOS AGUENTAREM.

Até acredito que Nicolas Maduro tenha razão quando afirma que existem interesses além dos humanitários por detrás da oferta de auxílio dos EUA ao povo venezuelano.

Por outro lado, penso que possua muito mais fundamento o pai que deseja receber os mal-intencionados donativos para alimentar seus filhos. Afinal, a fome não se importa com desaforos.

Maduro escolhe péssima estratégia de defesa. A pretexto de não permitir que Trump se torne herói dos famintos venezuelanos, reafirma-se ele próprio o carrasco de sua gente.

Está claro que o ainda presidente procura se segurar em qualquer graveto na beira do precipício. E, para tanto, exagera na manutenção de sua teoria do complô imperialista contra o magnânimo governo de Caracas.

Repito que não ponho sequer um fio de cabelo no fogo pelas sinceras disposições de Donald Trump, mas embarcar no delírio setentista de Nicolas Maduro seria estupidez equivalente.

O presidente que impede a chegada de ajuda humanitária – traduzindo, comida e remédios – jamais terá sucesso ou muito menos razão. Sua sobrevida no comando do país irá tão longe quanto suportarem os estômagos de seu povo.  

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