segunda-feira, 4 de Dezembro de 2017 10:29h Raquel Helena

Chegou o dezembro laranja, mês de prevenção ao câncer de pele!

No dia 1º de dezembro, começou as celebrações para o Dezembro Laranja, mês de prevenção ao câncer de pele e no dia 2 aconteceu a 18ª edição da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) que enfatiza a importância de hábitos cotidianos para a prevenção ao câncer da pele.

A campanha deste ano do Dezembro Laranja vem com a mensagem: “Se exponha, mas não se queime" e tem o objetivo de conscientizar a população sobre o alto índice de casos diagnosticados deste tipo da doença no País. A intenção é levar informações do câncer de pele principalmente para as pessoas que ficam expostas ao sol grande parte do dia. A ação informa a população sobre as formas de prevenção com a adoção de uma série de medidas fotoprotetoras, e a procurar um médico especializado para diagnóstico e tratamento. 

Todos os anos mais de 170 mil pessoas são diagnosticadas com câncer da pele no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), e o filtro solar não é suficiente para proteger contra a radiação ultravioleta.

A recomendação da SBD é de que usem equipamentos de proteção individual (EPI): chapéus de abas largas, óculos escuros, roupas que cubram boa parte do corpo e protetores solares com fator mínimo de proteção solar (FPS) 30. A hidratação constante também faz parte dessas medidas fotoprotetoras, sem esquecer de evitar os horários de maior insolação: de 10h às 16h.

Sobre o câncer da pele

O câncer da pele é provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Ele é o tipo de câncer mais comum na humanidade. Em um país tropical como Brasil, com alta incidência solar durante todo ano, ele se torna ainda mais frequente. Existem dois tipos principais da doença: o melanoma, que se origina das células que produzem o pigmento que dá cor à pele. E o não melanoma, que apresenta altos percentuais de cura, se for detectado precocemente. Esse último o de maior incidência no Brasil, correspondendo a 25% de todos os tumores malignos registrados no país.

O principal fator de risco deste tipo de câncer é o tom da pele. Pessoas de pele muito claras estão mais suscetíveis, principalmente aquelas que ao se exporem ao sol e não se bronzeiam, ficam vermelhas. Nos indivíduos negros, a doença é mais comum nas partes brancas do corpo, como as palmas das mãos e plantas dos pés ou sob as unhas.

Em todos os tipos, a exposição excessiva e sem proteção ao sol é a principal causa de câncer da pele. O câncer da pele pode se manifestar como uma pinta ou mancha ou como uma ferida que não cicatriza.

Preste atenção nas pintas do seu corpo:

Assimetria: A metade da pinta não “casa” com a outra metade. Pintas perigosas ou melanomas tendem a ter uma assimetria de cores e forma.

Bordas: Lesões malignas apresentam bordas irregulares com interrupção abrupta na pigmentação da margem.

Cor: A coloração não é a mesma em toda pinta. Lesões muito escuras ou que apresentem diferentes tons em uma mesma lesão devem ser avaliadas, pois podem indicar malignidade.

Diâmetro: Lesões que crescem rápido de diâmetros, principalmente aquelas maiores que 6 milímetros levam a uma suspeita maior de lesão maligna.

Evolução: Toda pinta que mudar (mudança de cor, formato, tamanho e relevo) em curto período de tempo (1 a 3 meses) deve ser examinada por um dermatologista.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que as pessoas se examinem com periodicidade, consultando um dermatologista em caso de suspeita. Também é importante que se examine familiares, pois muitas vezes os cânceres podem aparecer em regiões que não conseguimos ver sozinhos. Ao se expor, é importante que as áreas descobertas estejam protegidas, mesmo em dias frios e nublados.

Previna-se contra o tumor mais comum no Brasil.

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