A percepção do consumidor e as estratégias de marketing

Todo consumidor tem um jeito próprio de observar tudo que o rodeia e analisar quando interessar, ou não analisar, quando não interessar. Existem fatores emocionais que determinam o modo como o cérebro reage aos estímulos no confronto de consumidor e produto; são os códigos auditivos, visuais e cinestésicos que sugerem ao cérebro a perceber aquele determinado produto atendendo assim o seu desejo de consumidor no ponto de venda, ou levando-o até ele através de propaganda que também foi criada observando esse critério.
Para a empresa conseguir sucesso de produto, tangível e intangível no mercado deve-se observar a forma como o consumidor percebe o dia-a-dia faz uma projeção desse momento: do consumidor no ponto de venda observando ou comprando um produto que desperte seu desejo e sua atenção.
É relevante para o sucesso de marketing, o lançamento de produto com pesquisa e análise da percepção do consumidor para o qual o produto está direcionado. A priori, é assim que se concebe um produto, no seu planejamento e no seu desenvolvimento, onde de fato exista a preocupação de não fugir da idéia principal: o tipo de consumidor baseado no seu código perceptivo formando assim uma cadeia com sucessivos acréscimos de valor passando por fabricante, atacadista, varejista e consumidor final. 



Todos nós aprendemos por fluxo de informações que recebemos através dos nossos cinco sentidos: audição, visão, paladar olfato, tato. Contudo, nós percebemos, organizamos e interpretamos essas situações sensoriais de maneira individual. Percepção é o processo pelo qual as pessoas selecionam, organizam, e interpretam informações para formarem uma imagem significativa do mundo.
Um mesmo estímulo pode causar diferentes percepções, devido a três processos perceptivos: atenção, distorção e retenção seletivas. A pessoa comum pode ser exposta a mais de 1500 propagandas por dia, mas não conseguem prestar atenção a todos esses estímulos. Atenção seletiva, a tendência de rejeitar a maioria das informações às quais a pessoa é exposta sua mensagem será inútil para a maioria daquelas que não participam do mercado de um determinado produto. Porém, se a mensagem é bem direcionada com apelo e impacto bem esclarecido e percebido, a mensagem se destacará no meio de muitas outras.
Alguns estímulos notados pelo consumidor nem sempre chegam até eles da forma desejada. Cada pessoa tenta ajustar informações recebidas através de um padrão mental já existente. Distorção seletiva é a tendência a interpretar as informações, dando-lhes um significado pessoal. O cliente poderá ouvir o vendedor mencionar pontos positivos e negativos sobre um produto de outra marca, mas como ele tem uma forte inclinação pela marca mais famosa poderá distorcer esse e chegar a uma conclusão de que a marca mais famosa é a melhor.
A percepção em seus códigos de absorção de uma mensagem diminui essas distorções mentais, porque o cliente é atraído pelo produto que tem como característica a sua programação de leitura. Existe um termo chamado retenção seletiva que faz com que os produtos analisados e não adquiridos fiquem armazenados na mente. Isso significa que o que nos interessa a gente armazena para adquirir posteriormente. Vendo uma propaganda do produto ou de determinada marca, com certeza o consumidor comprará esse mesmo produto com uma enorme chance de ser da marca anunciada.
Devido a esses três fatores perceptivos: exposição, distorção e retenção, o profissional de marketing tem de trabalhar com inteligência para conseguir agregar valor em estímulos visuais, auditivos e cinestésicos aos seus produtos e em suas campanhas publicitárias.
Os teóricos do aprendizado postulam que a maior parte do comportamento humano é aprendida, e que o aprendizado ocorre através da inter-relação de impulsos, estímulos, sugestões, resposta e reforço.
O impulso é um forte estímulo interno de auto-realização, que exige ação, e impulso do cliente, torna-se um motivo quando é mencionado para um objeto do estímulo específico para sua programação. O profissional de marketing que utiliza a pesquisa motivacional acredita que através dessa técnica flexível e variada chega-se a novas descobertas sobre as motivações misteriosas e profundas por trás do comportamento do consumidor. 
Cada vez mais os profissionais de marketing se valem de abordagens ligadas a sensações e emoções para sondarem a psique do consumidor e desenvolverem melhores estratégias de marketing. Muitas agências de propaganda têm psicólogos e antropólogos e outros cientistas sociais desenvolvendo pesquisas motivacionais. Uma dessas agências faz rotineiramente entrevistas individuais, tipo terapia, para estudar os motivos subjacentes dos consumidores. Outras pedem que os consumidores descrevam suas marcas favoritas se fossem animais ou carros e a partir daí fazem uma análise desses fatos. O profissional de marketing que se utiliza de pesquisas motivacionais acredita que através dessa técnica flexível e variada chega-se a novas descobertas sobre as motivações misteriosas e profundas por trás do comportamento do consumidor

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