De que lado está a Mídia?

Com o crescente acesso a informação, e aumento na polarização da ideologia política na sociedade, criou-se a ideia de que a mídia possui duas vertentes que as divide: a esquerda e a direita. O problema é que, diferente dos veículos de comunicação de alguns países, os brasileiros não dão o seu posicionamento de forma clara e objetiva, mas trabalham apenas com indícios que são livres para interpretação por quem os consome.

É fato que o jornalismo independente vem ganhando espaço na internet, e com isso o posicionamento político é abertamente divulgado. Isso acontece com veículos nacionais, como o Catraca Livre, e segue com os internacionais, como o The Guardian. Mas não são estes os veículos alvo desta discussão, o que deve ser analisado são os que dizem pregar por um jornalismo imparcial e de acordo com os fatos, como o G1 e a Veja, por exemplo.

O G1, um portal de notícias da Globo, é o que mais se identifica com essa classificação. O veículo é conhecido por apoiar políticos e partidos conservadores, e por isso suas notícias quase sempre favorecem os mesmos (pelo menos ao entender de quem acompanha). Mas recentemente o portal de notícias está produzindo algumas colunas, crônicas e reportagens que atendem as pautas de quem se identifica com a esquerda. Um caso recente foram as produções que tratavam da polêmica acerca da gordofobia, questionavam o trabalho do prefeito de São Paulo e davam notícias sobre a operação lava jato questionando o trabalho dos juízes.

A questão é que, mesmo com esse tipo de pauta, o portal continua com sua linha editorial, sem deixar claro que está passando por mudanças. E quando são questionados sobre qual linha querem seguir o discurso é sempre o mesmo clichê: a busca por um jornalismo de qualidade e que atenda o maior número possível de pessoas.

 

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