Marllon Almeida

Radiojornalismo

Marllon Almeida

Jornalista e Articulista

 

Certa vez um professor me perguntou em um trabalho de faculdade de jornalismo, que tinha como tema, o futuro do rádio; quais seriam as perspectivas desse tradicional meio de comunicação se manter ativo em face dos avanços das novas mídias. Ainda tem quem duvide da sobrevivência desse veículo, depois de tantas provas de adaptação e superação.  Nos anos 50, o rádio ficou realmente abalado com a chegada da poderosa televisão, que roubou a atenção das massas. Mas não levou muito tempo para o rádio correr atrás de fórmulas que explorassem as vantagens que tem como comunicador. Tanto no entretenimento quanto no jornalismo, firmou-se como o maior aliado do cidadão.

De uns anos para cá, temeu-se novamente sobre o destino do rádio, diante da internet e das constantes novidades da informática. E o rádio surpreendeu mais uma vez. Hoje ele tira proveito de todas as inovações, pra se modificar, se modernizar, para melhorar seu som, seu alcance e aumentar ainda mais seu poder de transmissão.  

Vamos considerar as mudanças no radiojornalismo. A tecnologia trouxe mais agilidade ao veículo que já era o mais rápido tanto na busca quanto na transmissão das notícias. A internet leva a programação radiofônica ao vivo para todos os cantos do mundo. As redes sociais aproximam ainda mais o ouvinte, que passou a participar de várias formas da programação. Quanto ao celular, é ferramenta importante na interação com o ouvinte e na rapidez com que o repórter traz a informação da rua. A edição de reportagens hoje é feita pelo próprio repórter de forma imediata, com o auxílio de programas especiais de computadores.  A tecnologia de transmissão acabou com o limite de alcance dos sinais sonoros.

O avanço tecnológico, portanto, não representa ameaça, mas riqueza de recursos que aperfeiçoam a comunicação radiofônica e ajudam o rádio a prestar serviços ao ouvinte. Nenhum veículo bate seu poder de resgate da cidadania.

 

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