Crer para ver!

É comum escutarmos as pessoas dizerem “Eu preciso ver para crer!”. Quando eventos extraordinários são relatados, alguns dizem que só acreditam vendo. Pode até parecer que a ordem natural das coisas é primeiro ver para depois acreditar. Mas as pessoas que conseguem realizar grandes obras não são aquelas que precisam ver primeiro para depois acreditarem. Pelo contrário, acreditam que algo surpreendente pode ser realizado—se entregam à conquista de seu sonho impossível—e, depois de esforço, paciência e persistência, conseguem, enfim, ver a obra realizada. Os que conseguem impactar o mundo são visionários, isto é, acreditam em seus sonhos, e, por isso, conseguem realizá-los.

“Se pensa que pode ou pensa que não pode, de qualquer forma você estará certo”, afirmou Henry Ford. Essa frase é a essência do crer para ver. Se você acredita que conseguirá realizar algo ou não acredita, em ambos os casos estará certo. Não podemos subestimar o poder da fé, seja no sentido material ou espiritual. Obras que impressionam gerações se baseiam na fé. Vidas que transformam vidas também se alicerçam na fé.  

Walt Disney faleceu antes da inauguração de Disney World na Flórida.  Quando seu irmão, Roy, presidia, em 1971, o lançamento da imponente realização, um repórter disse: “Que pena que Walt não está aqui para ver isto”. Roy respondeu: “Pelo contrário, foi porque ele viu antes de nós é que estamos agora vendo”. Roy quis dizer que Walt acreditava tanto naquele projeto que—mesmo antes de ser concluído—ele já o tinha visto claramente em sua mente.

Se no mundo da matéria a fé é importante, na dimensão espiritual é mais ainda. João Maria Vianney teve dificuldades no estudo do latim, por isso, custou a se ordenar sacerdote. Quando, finalmente, conseguiu, as autoridades eclesiásticas o enviaram para o povoado de Ars (de apenas 1.200 habitantes), porque achavam que com suas limitações intelectuais não poderia servir em uma cidade grande. Mas, ao chegar, declarou: “A paróquia não será capaz de conter as multidões que virão aqui”. Gradualmente, com dedicação, paciência e persistência, granjeou o amor do povo e ensinou-lhes o amor pela Eucaristia. A sua festa favorita era Corpus Christi. Em 1859, ano do falecimento do Cura d´Ars—como passou a ser chamado—uma média de 100.000 pessoas já visitavam o vilarejo, que tornou-se um lugar de peregrinações constantes. Atualmente recebe cerca de 400.000 romeiros por ano. Ele acreditou, por isso foi capaz de ver!

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