Não permita que roubem o seu sonho.

 

No livro Chicken Soup for the Soul (Canja de galinha para a alma), Jack Canfield e Mark Victor Hansen convidaram diversos autores para escrever sobre casos reais que inspirassem as pessoas a ser melhores. Cada autor deveria escrever uma história que tivesse sido uma inspiração para ele.   Logo que chegou às livrarias tornou-se um best seller. Já vendeu mais de 8 milhões de exemplares e foi considerado pelo jornal USA Today como uma das cinco principais obras a deixarem um legado no fim do século passado. Depois de comprar o livro, abri-o aleatoriamente e decidi que escreveria  sobre o tema da página sorteada.

“Siga seu sonho” é o título do texto no qual Canfield narra o que aconteceu com Monty Roberts, filho de um treinador de cavalos itinerante. Seu pai viajava de fazenda em fazenda, de haras em haras e de cidade em cidade. Com isso a sua educação básica era interrompida de tempos em tempos. Mesmo assim, Monty conseguiu chegar ao fim do segundo grau. Nessa época, sua professora pediu aos alunos que escrevessem um texto sobre o que queriam ser quando crescessem.

Monty escreveu sete páginas detalhando como seria o seu haras quando  crescesse. Escreveu tudo nos mínimos detalhes, pois essa era a sua vida, ir com o pai de fazenda em fazenda e de haras em haras. Chegou até mesmo a desenhar como seria o haras de seus sonhos, citando o tamanho exato do terreno, a localização da pista de treinamento, o lugar dos estábulos e os mínimos detalhes da casa principal, baseando-se nas melhores fazendas que já havia visitado. Escreveu o trabalho e anexou o desenho. Tudo foi feito com carinho enquanto sentia que era aquilo que — do fundo de seu coração — desejava ser: dono daquele haras.

No dia seguinte entregou o trabalho para a professora, mas dois dias depois o recebeu de volta com um grande “F” vermelho (pior nota do sistema americano de ensino) escrito na primeira página. A professora também escreveu: “Converse comigo depois da aula”.  Terminada a aula,   explicou-lhe que tinha dado aquela nota porque seu sonho não era  realista para um jovem como ele. Não haveria como realizá-lo. Ele vinha de uma família itinerante, que não tinha os recursos necessários para possuir e manter uma fazenda daquele porte. Também lhe disse que  poderia reescrever o trabalho e apresentar algo mais realista que ela iria reconsiderar a nota.

Em casa, Monty pensou seriamente sobre o assunto. Perguntou ao pai o que deveria fazer e ele lhe disse que aquilo era um assunto importante e que a decisão deveria partir dele mesmo. Depois de refletir sobre a questão por uma semana, resolveu entregar o mesmo trabalho, sem alterações. Ao devolvê-lo, disse para a professora: “Pode ficar com o ‘F’ que eu vou ficar com o meu sonho”.

Ironia das ironias. Anos mais tarde, a mesma professora lhe pediu permissão para levar um grupo de estudantes para acampar em seu haras — o mesmo daquele sonho.  O sonho que ela achou impossível, Monty transformou em realidade. Depois da visita dos alunos, ela lhe disse que, quando era sua professora, inadvertidamente tinha roubado os sonhos dos jovens. Durante anos roubou vários sonhos, mas felizmente ele teve a coragem e a determinação de não permitir que o seu fosse roubado.

Alguém já tentou roubar o seu sonho? Quantas e quantas pessoas tentaram roubar os meus. Graças a Deus não conseguiram. A minha fé foi maior do que a dúvida, e os sonhos que sonhei e que ainda sonho acordado serão realizados, até que o Pai me chame novamente para a Casa — onde realizarei o maior de todos: estar junto Dele!  

© 2009-2019. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.