Resiliência

Ser resiliente é ter a capacidade de enfrentar problemas sem jamais desistir da luta. Vivemos rodeados por desafios, dos congestionamentos no trânsito às doenças, dos acidentes às perdas. Aqueles que se levantam após as quedas são os resilientes. É seguir em frente. É tentar de novo. É acreditar que do maior mal, Deus pode tirar o maior bem. É ter fé! É saber que cada dia representa uma nova oportunidade e que o Criador jamais desiste de nós. Olhamos em nosso entorno e vemos pessoas vivendo em diversos patamares de realizações e de resultados. Todos, porém, têm algo em comum: problemas! Não importa quantas tenham sido as decisões acertadas de um ser humano, uma coisa é certa, ele terá de enfrentar a adversidade em sua caminhada. Enfim, ninguém está livre de obstáculos, alguns nos causando profunda dor.

O sofrimento nos faz crescer, amadurecer, desde que não percamos a esperança em dias melhores. Após a tempestade, se formos resilientes, virá a bonança. Por isso, devemos resistir à vontade de jogar a toalha, de abandonar a luta. Quantas vezes você já quis sair do palco da vida? Quantas vezes você achou que não dava mais pra aguentar? Quantas vezes a sua resiliência foi testada? Mas você permaneceu firme. Será o que lhe fez permanecer, apesar de tudo?

Como pode uma pessoa ainda ter esperança, depois de ter passado três anos em campos de concentração? Viktor Frankl, em seu livro Em busca de sentido (Editora Vozes), conta as lições apreendidas enquanto vivia sob o terror nazista. Sua recém-esposa Tilly foi obrigada a abortar o seu primeiro filho. Seus pais e sua irmã foram enviados para campos de concentração diferentes, assim como ele e a esposa. Os pais e a esposa morreram, enquanto a irmã conseguiu sobreviver refugiada na Itália. Para aguentar o sofrimento, Frankl teve de ser resiliente. E, depois que saiu, demonstrou incrível capacidade de superação. Casou-se novamente, teve uma filha, conquistou o título de doutor em filosofia e tornou-se professor da Universidade de Viena. Escreveu vários livros e criou a logoterapia, um método de tratamento psicológico estudado e reconhecido pela comunidade científica.

Segundo Frankl, para enfrentar os embates da vida precisamos encontrar-lhe um sentido. Para isso, sugere três maneiras diferentes: fazer alguma coisa, experimentar um valor ou o amor, ou sofrendo.

 

 

 

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