Estudo revela que gravidez tardia aumenta chance de gêmeos.

Deixar para ter filhos após os 35 anos aumenta as chances de se engravidar naturalmente de gêmeos, de acordo com estudo feito pela universidade norte americana Brown School of Public Health e publicado pela revista científica Obstetrics & Gynecology. Esse fenômeno pode representar um risco à saúde da mãe e dos bebês, principalmente se durante a gestação a mulher não tiver o acompanhamento ideal.

 

Até pouco tempo, acreditava-se que a grande causa para a incidência de múltiplos em mulheres entre 30 e 40 anos era o fato de que nessa idade é comum recorrer à inseminação artificial. Ao fazer uma análise dos dados disponibilizados pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos Estados Unidos, a equipe de pesquisadores percebeu que a gravidez tardia também eleva a chance de se engravidar de múltiplos de forma natural. E a incidência é ainda maior entre mulheres negras.

 

Fisiologicamente, a fecundação gemelar após os 30 anos acontece porque, ao se aproximar do período de menopausa, a liberação de óvulos começa a diminuir gradualmente. Isso faz com que o hormônio responsável por ativar os ovários tenta fazer uma compensação, aumentando a sua produção no organismo. Portanto, uma vez que o ovário fica mais estimulado, é possível que ele possa liberar mais de um óvulo por mês.

 

Os dados do CDC mostram que antes da técnica de reprodução assistida existir, o número de mulheres que engravidavam múltiplos era considerável. Entre os anos de 1949 a 1966, as mulheres brancas na faixa dos 35 anos tinham cerca de três vezes mais chances de ter gêmeos não idênticos (fecundados em óvulos diferentes). No caso de mulheres negras, a incidência foi quatro vezes maior.

 

Num período mais recente observou-se um aumento no número de gestações de múltiplos (gêmeos, trigêmeos, quádruplos e quíntuplos). Considerando os dados a partir da década de 1980, o número de nascimentos múltiplos aumentou de cerca de 20 múltiplos entre 1000 nascidos vivos para quase 35 entre 1000 até o ano de 2015.

 

Riscos da gravidez tardia

 

Em busca de consolidar a carreira e obter estabilidade financeira, muita mulheres decidem adiar a vontade de ser mãe. Porém, a preocupação delas deve ser maior do que apenas comprar um carrinho de bebê, berço e enxoval para dois. Existem alguns fatores que precisam ser levados em consideração numa gravidez tardia.

 

Os riscos para o bebê envolvem a sua formação genética. A probabilidade de que nasça com Síndrome de Down é maior. Além disso, mesmo que não haja uma gestação gemelar, pode ocorrer o parto prematuro. Para a mulher, é maior o risco de desenvolver hipertensão, diabetes, obesidade, de apresentar uma doença de base pré-existente e causar alguma complicação durante a gestação.

 

Quando se faz a opção de adiar a maternidade, o ideal é que antes de engravidar, a mulher procure por médicos qualificados para fazer o acompanhamento, seja de forma natural ou por reprodução assistida. Dessa forma, os riscos podem ser amenizados.

 

 

 

 

 

 

© 2009-2019. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.