Turismo tem perspectivas positivas para 2019.

Medidas como a taxa de turismo ajudam a movimentar a economia do país; entenda seu impacto no Brasil e no mundo.

Com projeções positivas para 2019, o setor de turismo segue movimentando a economia brasileira. Uma pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo com 682 empreendimentos de hospedagem do país inteiro mostrou que 67,6% dos empresários entrevistados pretendem investir no segmento nos próximos meses. Além disso, 47,8% visualizam um futuro aumento de faturamento do setor, reforçando o papel do turismo como gerador de empregos que impulsiona o PIB do país.

 

Repleto de paisagens paradisíacas, o Brasil segue como um dos destinos mais visados no circuito do turismo internacional. E a economia agradece: as viagens corporativas no país representaram R$ 10,7 bilhões em 2016 e R$ 11,4 bilhões em 2017, chegando a gerar 20 vezes mais empregos a cada real investido do que os setores “tradicionais”.

 

E não é só no Brasil que o turismo segue em alta. De acordo com a Organização Mundial do Turismo (OTM), o número de turistas internacionais aumentou 6% em 2018, chegando a 1,4 bilhão em um estudo que mapeou os visitantes que pernoitam na região de destino. O número foi comemorado por estar acima do crescimento de 3,7% da economia mundial, registrado no mesmo ano.

 

Em 2019, a OMT prevê que o crescimento dos turistas internacionais se mantenha entre 3 e 4%, seguindo as tendências históricas de crescimento. De acordo com o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), o setor tem, cada vez mais, se mostrado vital para a economia mundial. A instituição também segue positiva sobre o futuro, projetando uma evolução no número de postos de trabalho para 410 milhões em dez anos, o que equivale a uma entre cada nove vagas de trabalho do mundo.

 

Países mais impactados pelo turismo no mundo

 

Certos países sentem mais impacto econômico do turismo do que outros. Com temporadas de férias e estações do ano em datas distintas, diferentes países do globo são impactados de forma distinta pelo turismo na economia. 

 

Segundo um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a Espanha recebe um grande impulso financeiro anualmente Só em 2017, 82 milhões de turistas estiveram na Espanha, que, depois da França e dos Estados Unidos, é o terceiro país mais visitado do mundo. Segundo o governo espanhol, a cada ano, são arrecadados 87 bilhões de euros com os turistas - em 2016, o turismo representou 11% do PIB da Espanha. No mesmo ano, esse número ficou em 9,2% em Portugal.

 

Outros países também sentem o papel do turismo na economia: no México, ele representa 8,6% do seu PIB. Na Islândia, são 8,4%; na França, 7,1%; na Grécia, são 7,4%; na Itália, 6%; na Turquia, 4,3%; na Alemanha, são 3,9% do PIB; no Reino Unido, 3,7%, na Austrália, 3,2%; nos Estados Unidos, 2,7%; no Canadá, são 2%; no Japão, 1,9%; e na Polônia, 1,2%. Essa diferença discrepante pode estar na especialização de cada região: países como o Japão e a Alemanha, por exemplo, têm uma economia mais ligada ao setor de serviços e à indústria, por isso, o impacto do turismo não é tão sentido.

 

O impacto do turismo na economia mundial

 

Diferentes setores da economia são afetados pelo turismo. Uma das principai8s é o trabalho. O segmento continua necessitando de mão de obra humana, gerando empregos em uma época em que muitos postos de trabalho são trocados por máquinas. Segundo o Conselho Mundial de Turismo e Viagens, por exemplo, só na União Europeia mais de 5 milhões novos empregos ligados ao turismo podem ser criados na próxima década.

 

Os jovens com menos de 25 anos são os mais impactados: cerca de 20% dessas vagas são destinadas à eles. E o número de turistas internacionais também deve duplicar até 2030, saltando de 1,1 bilhão para mais de 2 bilhões. Os mercados de hospedagem, aviação, gastronômico e de souvenirs, consequentemente, também acabam positivamente impactados com esse crescimento, agitando a economia regional e mundial. O mesmo ocorre com o comércio local dos pontos turísticos, que fatura anualmente com a presença dos visitantes.

 

Taxa de turismo ajuda a financiar o turismo mundial

 

Para que o segmento continue crescendo, ele precisa de investimentos que tornem as visitas viáveis. Afinal, as atrações turísticas precisam ser mantidas e modernizadas, evitando que o comércio seja prejudicado com as atividades locais dos turistas. Por isso, a necessidade da aplicação da taxa de turismo. Cobrada dos turistas em determinados destinos, como reservas naturais e monumentos históricos, ela serve para manter e modernizar as atrações turísticas.

 

No Brasil, por exemplo, a taxa de turismo é cobrada na Ilha de Fernando de Noronha e no município de Bombinhas, no litoral norte de Santa Catarina. Na Itália, Veneza é um exemplo: a famosa cidade cobra 3 euros por visitante (valor que deverá subir para 6 euros em 2020) para evitar o turismo de massa. O objetivo principal é aproveitar economicamente o grande fluxo turístico do local, que inclusive contribui para seus altos preços, usando os fundos coletados para a manutenção do seu patrimônio valioso, como os museus, por exemplo, beneficiando o turismo.

 

Diversidade brasileira: ajuda para o turismo e a economia

 

No Brasil, há opções para todos os gostos, o que ajuda nas previsões positivas para 2019. Os amantes do inverno podem se encantar com o Sul do país ou mesmo com as montanhas de Campos de Jordão, no interior paulista. Até o turismo religioso tem vez, com atrações como a Cruz de Todos os Povos, em Minas Gerais, ou com a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, no sudeste.

 

As tão famosas praias do país não ficam para trás, figurando na lista de melhores destinos com opções diversas, como Rio de Janeiro, Florianópolis e Porto Seguro. Tudo indica que as belezas brasileiras devem continuar em alta nos próximos anos, movimentando aeroportos e a economia brasileira.

© 2009-2019. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.