terça-feira, 7 de Maio de 2019 14:22h Portal G37

Operação combate o crimes na Câmara Municipal de Nova Serrana.

A operação teve como base uma denúncia encaminhada à Ouvidoria do MPMG.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e as Polícias Civil e Militar deflagram nesta terça-feira, 7 de maio, uma operação para combater o crime de peculato na Câmara Municipal de Nova Serrana, na Região Central do estado. Seis vereadores e oito assessores parlamentares estão entre os investigados.

São investigados o presidente do Legislativo, Omar Santos (PROS), o vice-presidente Valdir Rodrigues, conhecido como Valdir das Festas Juninas (PCdoB), Juliano Boa Vista (PSL), Gilmar Martins, conhecido como Gilmar da Farmácia (PV), Adair Lopes, conhecido como Adair da Impacto (Avante) e Waldir Mecânico (PCdoB).

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas residências dos vereadores, seis nos gabinetes da Câmara Municipal, um no departamento pessoal na Câmara Municipal e oito mandados nas residências dos assessores. Computadores, aparelhos celulares, documentos e dinheiro foram apreendidos.

A Justiça expediu ainda mandados de afastamento cautelar contra os seis vereadores e os oito assessores, além de outras medidas, como impossibilidade de que eles mantenham contato entre si. Não houve decretação de prisões.

A operação teve como base uma denúncia encaminhada à Ouvidoria do MPMG.

Investigações
Segundo as investigações, os vereadores possuíam dois assessores parlamentares e um auxiliar parlamentar. Um dos auxiliares morava em Pará de Minas/MG, onde mantinha uma empresa de lanternagem de motos. Conforme apurado, ele sequer comparecia na câmara; ele devolvia todos os vencimentos ao vereador.

De acordo como Gaeco, os demais nomearam como assessores ou auxiliares pessoas sem qualquer qualificação profissional, mas que tinham ajudado na campanha eleitoral dos então candidatos. Assim, o vereador retribuía o “trabalho voluntário”.

Os assessores recebiam cerca de R$ 2,8 mil e os auxiliares R$ 1,6 mil por mês. O valor total do dano ao erário ainda não foi calculado.

As penas do peculato-desvio vão de dois a 12 anos de reclusão. Estão sendo apurados ainda crimes de falsidade ideológica e um esquema de agendamentos irregulares de tratamento de saúde.

 

 

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