quinta-feira, 13 de Junho de 2019 15:50h Portal G37

Prefeito Edson Vilela concede revisão salarial dos servidores municipais de Carmo do Cajuru.

Funcionalismo terá 3,86% de revisão mais reajuste no vale-refeição.
Comandada pelo Sintram a paralisação do funcionalismo municipal de Carmo do Cajuru hoje (13/06) garantiu a revisão salarial devida aos trabalhadores no percentual de 3.86%,a partir dos salários de agosto. O movimento que teve início às 7horas da manhã, na porta da prefeitura,  contou com servidores de todas as áreas. A pressão do sindicato e a união dos servidores fizeram com que o prefeito Edson Vilela abrisse novamente diálogo e cumprisse com a obrigação da revisão salarial.

 

A presidente do Sintram, Luciana Santos, no início da manifestação, falou da importância do Executivo promover a  correção dos salários dos servidores, citou que do mesmo modo que os professores irão receber a revisão salarial e os agentes de saúde - em cumprimento ao piso nacional determinado pela legislação federal - os demais trabalhadores também têm seu direito de ter os salários corrigidos, conforme prevê o artigo 37, X ,da Constituição Federal. “A recomposição é constitucional e é preciso deixar claro que não é aumento é revisão das perdas da inflação do ano anterior. Gostaria de dizer ao senhor prefeito para ter um pouco de respeito com nossos servidores. Se não tem o  índice para dar o reajuste devido a Lei de Responsabilidade Fiscal é muito fácil é só dispensar os cargos comissionados, é só tirar o pessoal que está aí porque ajudou em eleição.”, sugeriu.

 

Poucas horas  após o início da paralisação, o prefeito Edson Vilela e equipe técnica atenderam a diretoria do Sintram e Comissão de Servidores e apresentaram proposta frente à pauta de reivindicações traçada na Campanha Salarial 2019. Após a reunião com a administração, a presidente do Sintram apresentou a proposta da administração para o funcionalismo, a qual foi votada e  aceita pela maioria dos presentes, dando fim a paralisação.

 

Campanha Salarial

No ofício endereçado ao Sindicato, o prefeito afirma que relativo à licença maternidade por ora manterá os 120 dias de licença, justificou que o devido ao percentual da Lei de Responsabilidade Fiscal, se atendesse a reivindicação passando a licença para 180 dias iria extrapolar o índice permitido.         Já o vale transporte, que a categoria havia pedido a implementação imediata,  a administração afirmou que está ainda fazendo estudo de viabilidade junto ao setor jurídico e a secretaria de Fazenda e Planejamento .

 

Ganhos

A categoria além da revisão de 3,86% terá também o reajuste do vale refeição que passará de R$8,50 para R$10,50. O projeto encontra-se em tramitação na Câmara Municipal.  O município informou que já corrigiu os pisos salariais dos servidores da Educação, dos agentes comunitários de saúde e dos agentes comunitários de epidemiologia, sendo que a Câmara aprovou com efeito retroativo a janeiro os reajustes dos respectivos pisos.  No oficio, a administração explicou que os profissionais que recebem o piso nacional não serão contemplados com o reajuste de 3,86%, uma vez que é vedada a concessão de dois reajustes no mesmo período, salvo quando a proposta contemple ganho real para o funcionalismo.

 

Projeto

O projeto de lei para a concessão do reajuste no percentual de 3,86%, alcançado pela paralisação, será encaminhado para a Câmara Municipal no mês de julho e passará a ter vigência a partir de agosto de 2019.  Ainda no final do ofício, o prefeito alegou que a reivindicação da  implantação do gatilho salarial, conforme ocorrer em Divinópolis baseado no IPCA da Fundação IPEAD/UFMG, será avaliada pela administração.

 

Reposição

Também foi negociada na reunião a reposição deste um dia de paralisação, sem nenhum corte nos vencimentos. “Conforme ajustado com o Sintram, caberá a cada secretário elaborar o  calendário para o cumprimento da carga horária”, disse o prefeito no ofício.

 

Luta

A presidente Luciana Santos agradeceu e parabenizou os trabalhadores que foram à luta e também ao apoio da Polícia Militar, que deu suporte a  manifestação.  Também estiveram representando a diretoria do Sintram na paralisação o secretário geral, Demetrio Bento, que coordena as atividades do sindicato na cidade,  o diretor jurídico, Antônio Leonardo, e a conselheira fiscal, Lucilândia Monteiro

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