CRÍTICA: A Gente se vê ontem. Representatividade e ficção cientifica fazem uma ótima mistura

Tema viagem no tempo é abordado como plano de fundo, mas combate ao racismo é o tema central

CARLOS HENRIQUE MONTEIRO. 

Com produção de Spike Lee, o mesmo de "Infiltrado na Klan", que concorreu ao último Oscar de melhor filme, e venceu o Oscar de melhor roteiro adaptado, e com direção de Steflon Bristol, "A gente se vê ontem" pode parecer somente um enredo bobinho adolescente, mas a mensagem por trás dele é fenomenal. 

Há vários gêneros diferentes dentro da história, que vários públicos podem se identificar. 

Os nerds, fãs de ficção científica, vão adorar as viagens no tempo, e suas consequencias positivas e negativas, algo semelhante ao clássico "De volta para o futuro", estrelado por Michael J Fox e grande elenco. 

Para os engajadados em políticas sociais, há uma forte questão de representatividade, já que todo elenco é composto por atores negros. Além disso, apesar de não ser nada gritante, o filme mostra os desafios, a luta e os preconceitos sofridos pela população negra no mundo. 

 A amizade e união dos protagonistas CJ e Sebastian comove, porque mesmo com todas as adversidades, eles lutam e não desistem do objetivo que é traçado como meta para eles. 

Spike Lee mais uma vez acertou na mosca. E é um nome que cada vez mais se consolida como um dos grandes da indústria cinematográfica. 

Para quem quiser ver esse bom filme, e além de tudo tirar boas lições para o nosso comportamento diário, ele está disponível no Netflix. 

De 0 a 10 dou nota 8,5 para ele. 

Abaixo o trailer.

© 2009-2019. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.