Construtora abandona obra pela metade no bairro Icaraí

De acordo com o vereador Eduardo Print Júnior (SD), esta seria uma estratégia da construtora para receber a verba do Governo Federal

As obras da Rua Leda, no bairro Icaraí, foram abandonadas pela metade. De acordo com o vereador Eduardo Print Júnior (SD), em 2013, ele viabilizou, por meio do senador Zezé Perrella (PMDB), uma emenda no valor de R$ 250 mil para calçar as ruas Itararé, Madrigal e Leda. Segundo o edil, a empresa ganhadora do certame foi a Maia Engenharia e Construções, que cumpriu parte da obra, calçando as ruas Madrigal e Itararé. Eduardo ressalta que alguns contratempos envolvendo a empresa ocorreram durante a obra na via.

Conforme o edil, a empresa pontuou que só iria executar a obra na Rua Leda depois que o recurso estivesse na conta do Município. “Mas verba do Governo Federal funciona da seguinte forma: 50% é depositado para iniciar a obra, depois a Caixa [Econômica Federal] faz a medição para averiguar se a empresa concluiu 50% da obra, e então é liberado o restante do dinheiro para a conclusão da obra”, explica.

O vereador esclarece ainda que, em um primeiro momento, a construtora recebeu R$ 100 mil. A verba foi utilizada para executar as obras nas ruas Itararé e Madrigal. Segundo o edil, para que o restante do repasse fosse liberado, seria necessária uma medição feita pelos técnicos da Caixa Econômica Federal (CEF), onde deveria constar 50,1% de obra feita. “Aqui ficou pego em 43,24%, então para a Caixa Econômica lá em Brasília estava lançado só 3% de obra, que foi o repasse inicial. Para eles, a obra não existia”, informa.

Conforme Eduardo, ficou acordado então que a empresa faria as calçadas da via, para que uma nova medição fosse feita e o restante do dinheiro liberado, para a conclusão da obra. Ainda de acordo com o vereador, a empresa retirou todos os passeios de onde a obra seria executada, começou o novo, e deixou algumas casas sem calçadas. “A empresa retirou os passeios que existiam, fez o passeio todo do lado direito, onde tem lote e deixou várias casas sem calçada. Com isso, ganharam os donos dos lotes, que agora têm terrenos com calçadas”, reclama.

REPASSE

O vereador afirmou que esta atitude da empresa foi uma forma de pressioná-lo, para que o mesmo force o Poder Executivo a liberar a verba. Segundo o edil, a briga agora é em torno dos R$ 25 mil que faltam para que os passeios na via sejam finalizados. “Eles querem receber R$ 25 mil para terminar dez metros lineares. Os outros R$ 125 mil que faltam ser repassados é que vão ser usados para calçar a rua”, reforça.

De acordo com o edil, para que os R$ 150 mil restantes sejam liberados, a Caixa Econômica deve fazer uma nova medição, mas o processo depende também da Prefeitura de Divinópolis. “A Prefeitura tem que pagar uma guia de R$ 511 para a Caixa Econômica fazer a medição, e orçamento da Prefeitura só deve abrir hoje ou segunda-feira, porque a LOA foi votada no último dia do ano”, lamenta. Segundo Eduardo, o Poder Executivo garantiu tão logo o orçamento seja aberto, a taxa será paga, para que a medição da obra seja feita. “Mas nós repudiamos a ação da Maia Engenharia, que com R$ 5 mil concluiria a obra, porém preferiu deixar assim”, conclui.

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