quinta-feira, 5 de Setembro de 2019 19:13h Ilidio Luciano

Hospital São João de Deus lança “Setembro Verde”, para estimular doação de órgãos.

Cada doador pode salvar outras oito vidas, com órgãos que podem ser transplantados.

ILÍDIO LUCIANO

Depois da iniciativa de implantar o “Setembro Amarelo”, que previne contra os casos de possíveis suicidas, outra iniciativa, desta vez do Hospital São João de Deus, implementa o projeto “Setembro Verde”, que visa estimular as pessoas para a doação de órgãos e tecidos, quando já for constatada a morte encefálica. O Doutor Delano (MDB), explicou o programa na Tribuna Livre da Câmara Municipal, nesta quinta-feira (05/09)

“O que significa o Setembro Verde, é um projeto implantado pelo Hospital São João de Deus, pra estimular a doação de órgãos; incentivar a população, que o verde significa vida e que nós precisamos passar essa vida para frente”, explica.

Delano argumenta também, como será feita a manifestação da pessoa que se dispuser a ser um doador voluntário de órgãos, para registrar sua vontade em um único documento válido para essa manifestação.

“O único documento válido, para que a pessoa manifeste seu desejo de ser um doador de órgãos, até para a família ficar sabendo, é através da Carteira de Habilitação, por ser o único documento que ninguém pode alterar; é só a pessoa colocar “possível doador de órgão”, com esse documento, mesmo que a família seja contra, a pessoa será doador”, cita.

O Doutor faz questão de deixar claro que, no Hospital São João de Deus possui protocolos, o MG Transplantes é referencia no Brasil,  que a cada três horas se repete o protocolo, para detectar que de fato a pessoa teve morte encefálica, que não pode jamais ser revertida”, esclarece.

O vereador cita que, com apenas uma pessoa doadora, é possível salvar outras oito pessoas que necessitam de transplantes.

“Nós podemos aproveitar dois rins, dois pulmões, um fígado, duas córneas e um coração; então cada pessoa que se torna doador, salva outras oito pessoas que estão esperando por doação e muitas acabam morrendo, por falta desses órgãos”, pede.

Por fim, Delano pede para que haja maior agilidade no processo de sepultamento das pessoas que doam os órgãos, muitas vezes há demora para a família realizar o enterro.

“Muitas pessoas reclamam que, no MG Transplante demora-se às vezes 12 horas, 24  horas para realizar um transplante, e a agonia da família aumenta, nós precisamos conversar sobre isso, porque não agilizar o processo de retirada dos órgãos”, finaliza.

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