quarta-feira, 9 de Outubro de 2019 16:33h Ilidio Luciano

Prefeitura de Divinópolis dá prazo até 01 de dezembro para camelôs deixarem a rua São Paulo.

Motivação é a abertura do quarteirão fechado para passagem exclusiva de ambulâncias do Samu.

ILÍDIO LUCIANO

Na última segunda feira, (07/110) a Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria de Posturas do município, apresentou um ofício para os comerciantes populares, que estão instalados no quarteirão fechado da rua São Paulo, entre as Avenidas Getúlio Vargas e Primeiro de Junho, no centro da cidade, os chamados “camelôs”, pedindo a desocupação do local onde hoje estão as barracas.

No ofício, o município dá o prazo máximo até o dia primeiro de dezembro, para que os comerciantes façam a desocupação do local, que será reaberto exclusivamente para a passagem mais rápida das ambulâncias do Samu. O presidente dos comerciantes ambulantes, Nilson Gonçalves de Souza, popularmente conhecido como “Zoinho” pede para que a Prefeitura prorrogue o prazo para desocupação, para depois das festividades de final de ano.

“Essa notícia pegou todos os vendedores populares de surpresa, porque dezembro é uma data muito boa pra gente ganhar dinheiro, pois as vendas no comércio são bastante grandes. Nós esperamos que esse prazo dado pela prefeitura seja prorrogado, pelo menos deixar passar o mês de dezembro, pra gente poder ter vendas melhores nesse período”, pede.

O representante dos ambulantes insiste para que a prefeitura reconsidere o prazo para desocupação do quarteirão fechado, para que os vendedores possam pelo menos realizar suas vendas natalinas.

“A gente pede que seja realmente estendido esse prazo que foi dado, até o dia primeiro de dezembro, e que se for possível, que se encontre outra área central para a nossa remoção desse lugar onde estamos agora. Nós esperamos um bom senso do Prefeito Galileu e da Prefeitura, para que possamos conseguir um lugar apropriado para que os 74 vendedores que estão aqui no camelódromo, possa continuar buscando seu sustento”, solicita.

Zoinho explica que há um local que pode ser cedido por um empresário do ramo de óculos da cidade, mas que todos os vendedores ambulantes preferem uma resposta positiva da prefeitura, para a cessão de área pública para o remanejamento dos vendedores.

“Nós até já temos uma área que não é pública, que nos foi oferecida pelo proprietário da ótica Central, só que, se a gente conseguisse um local público, se a prefeitura nos conseguisse um local para a gente trabalhar, ia ser bem viável”, propõe.

O presidente faz questão de ressaltar que nenhum vendedor trabalhe de forma ilegal.

“A gente não quer trabalhar fora da legalidade, mas nós precisamos que a prefeitura nos ajude também, porque o motivo para o qual estamos sendo remanejados é nobre, mas a prefeitura também tem que ter bom senso, para que não deixe sem local de trabalho, trabalhadores que só querem ganhar seu sustento de forma honesta”, finaliza.

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