quinta-feira, 10 de Outubro de 2019 09:02h Portal G37

Sintram critica tratamento diferenciado dado pela administração a servidores com formação superior.

O vice-presidente do Sintram, Wellington Silva, reuniu-se diversas vezes com os procuradores Wendell Santos e Rodrigo Oliveira, para discutir o assunto.

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e
Região Centro-Oeste (Sintram), Wellington Silva, reuniu-se com o procurador
geral do município, Wendell Santos, no mês de setembro, para tratar de
diversos assuntos de interesse dos servidores públicos municipais de
Divinópolis. Na pauta constou a reivindicação de sociólogos, historiadores,
bibliotecários e educador de trânsito, que há anos vêm batalhando pela
isonomia na carga horária. O assunto foi tema de vários encontros do
dirigente do Sintram com o governo municipal, porém a administração
manteve-se irredutível, comunicando que a concessão desse benefício agora
está fora de cogitação.

 

Há anos os sociólogos, historiadores e educador de trânsito vêm
reivindicando a correção dessas distorções salariais e de carga horária.
Embora sejam funções que exigem nível educacional superior, o salário
inicial é de R$ 1.594,39, por uma carga horária de oito horas diárias,
ficando muito abaixo do valor pago por outros municípios. Como é o caso de
Betim, onde no último concurso o salário inicial do sociólogo é de R$
3.301,33 para 30 horas semanais.

 

Já o assistente social em Divinópolis tem um salário inicial de R$ 1.594,39,
enquanto em São Sebastião do Oeste, o salário para o mesmo cargo previsto no
edital do concurso público que será realizado na cidade, é de R$ 3.324,48, e
em Itaúna chega a R$ 3.604,49. Já o bibliotecário em Itaúna percebe um
salário mensal de R$ 3.604,19, enquanto em Divinópolis a Prefeitura paga
apenas R$ 1.594,39 para a mesma função.

 

COBRANÇA

 

Após deixar a reunião do dia 25 com o procurador, o vice-presidente do
Sintram prometeu que continuará lutando pela isonomia para que seja feita
justiça. Diante da posição do governo, Wellington Silva afirmou que há uma
insensibilidade do Executivo com algumas categorias de servidores públicos.
"A diretoria do Sindicato lamenta muito a insensibilidade da administração
com relação a remuneração do profissional de nível superior. Temos vários
exemplos, como sociólogos, historiadores, bibliotecários, assistente social,
entre outros, que exigem nível superior. São técnicos altamente gabaritados.
Muitos desses profissionais, inclusive, com especialização, mestrado e que
são muito mal remunerados", criticou o vice-presidente.

 

Wellington Silva lembrou a tentativa de se colocar fim ao impasse, porém sem
uma resposta positiva da administração. "Recentemente tentamos amenizar essa
situação com a isonomia da carga horária, mas infelizmente a administração
não se sensibilizou a essa questão. A gente lamenta muito essa distorção de
tratamento, pois enquanto alguns profissionais de nível superior são
atendidos nas suas reivindicações, reduzindo a carga horária e aumentando os
salários, outros profissionais com exigência de nível superior são tratados
de forma desigual. A diretoria do Sintram repudia esse tipo de tratamento
diferenciado, uma vez que todos estão na mesma condição, com nível
superior", ponderou.

 

Para Wellington Silva todas as profissionais precisam ser tratadas de forma
igualitária. "No nosso entendimento, não há uma profissão melhor que a
outra. Entendemos que todas são importantes, com profissionais gabaritados,
que precisam ser melhor remunerados nas suas funções. Nós vamos continuar
pressionando o Executivo para que essas distorções sejam corrigidas. Vamos
continuar insistindo junto a administração para que esses profissionais
tenham reconhecimento ao seu devido valor", finalizou o vice-presidente.
 

 

 

Fonte - Sintram

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