sexta-feira, 8 de Novembro de 2019 19:15h Ilidio Luciano

Vereador Edsom Souza fala ao Portal G-37 sobre sua expulsão do MDB de Divinópolis.

Parlamentar compara ato do ex-partido a Inquisição da Idade Média.

ILÍDIO LUCIANO

No último dia cinco de novembro, o vereador Edsom Souza foi surpreendido por um documento que foi apresentado na Câmara Municipal, vindo do MDB seu partido, informando que o vereador não fazia mais parte da sigla.

Segundo o vereador, que falou com exclusividade ao Portal G-37, o ato Emedebista foi uma retaliação, já que ele atacou várias ações do prefeito Galileu Teixeira Machado, que também é do MDB, a quem o vereador acusa de crime de responsabilidade político-administrativa.

“O que está havendo comigo, pelo MDB é uma perseguição, e essa questão se baseou na Lei 6.749, que dizia que a partir do mês de março, todos os funcionários tinham que receber um aumento salarial; o Presidente da Câmara, os funcionários, os vereadores, todos receberam aumento, e o prefeito disse que não iria, só a partir de junho é que ele faria o pagamento, ou seja, março abril e maio, o prefeito não deu aumento para os funcionários do executivo”, lembra.

Por conta desse ato, Edsom apresentou o pedido de Impeachment contra Galileu na Câmara Municipal de Divinópolis.

“Eu entrei então com o pedido de Impeachment na Câmara Municipal, depois de ter alertado o prefeito por duas vezes, falei que ele estava agindo de forma errada, cometendo crime contra a administração pública, de responsabilidade. Então quando eu comecei a defender os servidores dessa injustiça que está acontecendo, começaram as retaliações. Outra questão que fui contra também, é a questão do aumento do IPTU, o povo não tem dinheiro”, justifica.

O vereador informou que a relação entre ele e o ex-partido já não estava sendo amigável há algum tempo. Ele comparou o ato de expulsão, a inquisição da Idade Média.

“Minha relação com o MDB há algum tempo tem sido muito difícil, eu nunca fui convidado para participar das ações do partido, para opinar; depois que fui eleito, participei de uma reunião só e para resolver problema interno. O que fizeram comigo é uma brincadeira; nem na Idade Média a pessoa ia para a fogueira sem um julgamento. Aqui não, eles me pegaram e jogaram direto na fogueira. O MDB tinha que ter me notificado da decisão, deveria ter me informado o dia, a hora, colher meu depoimento, ouvir minha versão, mas não, eles simplesmente apresentam à Câmara o meu desligamento de forma injusta”, indigna-se.

Por fim, Edsom Souza informa que tomará as medidas judiciais cabíveis, uma vez que disse que o MDB manchou seu nome na sociedade divinopolitana.

“Mas a verdade sempre prevalece e eu já estou tomando as medidas cabíveis, porque o MDB deixou meu nome em uma situação muito negativa diante da sociedade, mas vamos fazer de tudo para que a moral, a ética e a legalidade sejam restauradas com o meu nome”, termina.

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