Dose padrão da vacina contra febre amarela é necessária para quem vai viajar

A Anvisa alerta que não será emitido o certificado internacional a quem apresentar apenas o comprovante de vacinação fracionada.

Quem for viajar a países que exijam o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela, emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deve tomar a vacina padrão, mesmo que tenha tomado a dose fracionada.

A campanha de vacinação contra febre amarela com doses fracionadas foi lançada esta semana pelo Ministério da Saúde e tem por objetivo aumentar a cobertura vacinal do país. Ela será adotada nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.

Os moradores dessa cidade, caso recebem a dose fracionada mas decidam viajar a um país que exija o certificado internacional de vacina contra a febre amarela, precisam tomar a dose padrão, segundo a agência.

 “A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva que será implementada em áreas selecionadas, durante período determinado de 15 dias”, informou o Ministério da Saúde.

De acordo com a Anvisa, os viajantes internacionais fazem parte do grupo de pessoas não indicadas a receber a vacina fracionada,  que é indicada para gestantes, crianças de nove meses a menores de dois anos e indivíduos com condições clínicas especiais (portadores de HIV/Aids, pacientes ao final do tratamento de quimioterapia e aqueles com doenças hematológicas, entre outras).

A Anvisa alerta que não será emitido “em hipótese alguma” o certificado internacional a quem apresentar apenas o comprovante de vacinação fracionada. É preciso tomar a dose padrão em qualquer unidade de saúde. No entanto, é necessário apresentar um comprovante da viagem, como o bilhete da passagem.

“A estratégia de fracionamento da vacina é recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando há um aumento de epizootias [conceito utilizado em veterinária e ecologia das populações para qualificar uma enfermidade contagiosa que ataca um número inusitado de animais ao mesmo tempo e na mesma região] e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional e que não tinham recomendação para vacinação anteriormente”, diz o Ministério da Saúde.

 

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