quarta-feira, 12 de Junho de 2019 09:16h Carlos Henrique Monteiro

Rompimento com a Minas Arena, e atraso de salário dos funcionários. Crise na Toca da Raposa

Vencimentos estão atrasados desde maio, e Cruzeiro deve R$ 26 milhões a Minas Arena

CARLOS HENRIQUE MONTEIRO. 

A Crise no Cruzeiro em termos financeiros parece não ter fim. Depois de fechar o último ano com déficit de mais de 27 milhões de reais, a Minas Arena anunciou que rescindiu o contrato de exclusividade de uso do Mineirão. 

De acordo com a concessionária, a Raposa não cumpriu o contrato que obrigava-a a pagar determinadas despesas no estádio. Desde 2013 na gestão de Gilvan de Pinho Tavares, a diretoria do Cruzeiro ficou incomodada com acordo feito entre Minas Arena e Atlético para a final da libertadores de 2013 contra o Olímpia, que foi disputada no estádio. Naquela ocasião, Minas Arena e Atlético negociaram um valor diferenciado para o Galo jogar no estádio, com algumas despesas reduzidas para os atleticanos, o que causou irritação na diretoria azul.

“A Minas Arena e o Cruzeiro firmaram, em 2013, um contrato de fidelidade para que o clube mandasse suas partidas oficiais no Mineirão até o final de 2037. Devido ao inadimplemento do clube desde o segundo semestre de 2013, e após inúmeras notificações e tentativas de soluções amigáveis para a questão, a Minas Arena notificou mais uma vez o clube, em abril/2019, para a quitação de todo o seu débito, o que não ocorreu. Portanto, conforme consta do próprio contrato, o mesmo foi rescindido”, disse a concessionária.

“Em função do contrato de fidelidade, havia vantagens que nenhuma outra agremiação possui no Mineirão, como recebimento de 1/3 da renda com estacionamento e bares, uso gratuito de 100 vagas no estacionamento, inserções de ações institucionais nos telões, áreas para mascote e parceiros, comodato de loja no complexo, proibição que a Minas Arena comercialize os ingressos da concessionária por preços inferiores ao correspondente ao valor do ingresso mais caro do anel superior, além de pagar somente 70% das despesas operacionais das partidas. A Minas Arena arca com os 30% restantes. Porém, nas negociações jogo a jogo, a Minas Arena tem mantido esses percentuais, desde que o pagamento do clube seja feito antecipadamente”, frisou a Minas Arena.

 A Minas Arena enfatizou que não quer que o clube saia do Mineirão.  “A negociação das condições de jogo já está sendo realizadas previamente à realização das partidas desde o dia 03/05/2019. Importante ressaltar que não é intenção das Minas Arena impedir que o clube realize partidas no estádio, desde que aconteçam acordos específicos para os jogos”, frisou a gestora, em nota.

Mas a crise não para por aí. 

Os funcionários do clube não receberam os salários referentes ao mês de maio. Há muitos anos a diretoria do Cruzeiro quita o salário dos funcionários até o quinto dia útil do mês. Até a última terça-feira nada havia sido depositado, e a diretoria do Cruzeiro procurada pela imprensa, e negou-se a comentar o assunto

O que tem causado chateação entre os funcionários é que  diferente da gestão do presidente Gilvan de Pinho Tavares , Wagner Pires de Sá, atual presidente, remunera diretores com salário acima de mercado, como de Itair Machado e Sérgio Nonato.

Além disso, os funcionários foram convidados para uma noite de caldos no bairro esportivo de Barro Preto, na noite da última terça-feira, para apoiar a chapa "força azul", que irá concorrer ao Conselho Fiscal do clube.

Para os funcionários que não estão recebendo, ficou a questão de que o presidente está mais preocupado com a política do clube do que com a saúde financeira de seus colaboradores

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