sábado, 13 de Abril de 2019 12:06h Carlos Henrique Monteiro

Galo consegue licença prévia para Arena MRV

Documento ainda não libera obras, mas permite limpeza de terreno e instalação de tapumes

CARLOS HENRIQUE MONTEIRO

Na útima sexta, em votação unanime, o Conselho Municipal do Meio Ambiente (COMAM) aprovou, por unanimidade, a concessão da licença prévia ao projeto de construção da Arena MRV, do Atlético. 

O começo efetivo das obras depende da aprovação do orgão em uma etapa seguinte, que é a licença de instalações. 

O COMAM é um colegiado, com ação normativa e deliberativa, responsável pela formulação das diretrizes da Política Municipal do Meio Ambiente de Belo Horizonte. O conselho é composto por representantes do poder público e da sociedade civil.

Do poder público, estão representadas as secretarias municipais de Obras e Infraestrutura, de Serviços Urbanos, de Desenvolvimento, de Saúde, a Fundação Municipal de Cultura, a Fundação de Parques Municipais e a Câmara Municipal de Belo Horizonte.

Da sociedade civil, são dois representantes de entidades civis criadas com finalidade específica de defender a qualidade do meio ambiente; dois com foco em promover o desenvolvimento econômico; um representante de categorias de profissionais liberais; um de universidade ou unidade de ensino superior; e um de sindicato de trabalhadores de categorias profissionais não liberais.

Devido a atrasos burocráticos, a obra que estava prevista para começar em meados de 2018, foi adiada duas vezes, com última previsão sendo em abril deste ano. 

O ex- governador Fernando Pimentel, em novembro do ano passado, decretou que a Arena MRV é um projeto de interesse social. O documento flexibilizou o tramite para que a obra fosse acelerada. 

Foi uma vitória para o clube, uma vez que o erguimento do estádio depende do desmatamento de área de Mata Atlântica e da canalização do leito do Córrego Tejuco, que atravessa o terreno. Tanto a Mata Atlântica quanto os córregos e as nascentes (há duas no lote alvinegro) são considerados Áreas de Proteção Permanente (APPs), com legislação mais rígida para exploração.

A capacidade do estádio será de 47 mil pessoas, e para ele sair do papel, o conselho aprovou a venda de 50,1% do Shopping Diamond Mall, por R$ 250 milhões. O restante do dinheiro, algo em torno de R$ 160 milhões serão conseguidos por meio de naming rights (R$ 60 milhões da MRV Engenharia) e venda de cadeiras cativas (R$ 100 milhões, com 60% já garantidos pelo Banco BMG). O total da obra, será de R$ 410 milhões. 

 

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