terça-feira, 10 de Outubro de 2017 17:11h Diego Henrique

Explosão em fábrica de fogos deixa duas mulheres mortas em Santo Antônio do Monte

Vítimas trabalhavam no local; buscas pelos corpos demoraram cerca de duas horas

Duas mulheres morreram após a explosão de um barracão de uma fábrica de fogos de artifício em Santo Antônio do Monte, durante a manhã de ontem (10). Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) demoraram cerca de duas horas até encontrar partes do corpo de uma das vítimas.

De acordo com a Polícia Militar (PM) a explosão na fábrica São Jorge que fica cerca de 4km de distância do Centro da cidade, em uma zona rural, aconteceu por volta de 10h45h. Segundo a assessoria de comunicação do Samu, o corpo de Joelma Aparecida de Morais, de 36 anos foi retirado do local e após duas horas de buscas, a equipe conseguiu encontrar partes do corpo da trabalhadora Solange Aparecida da Silva Santos, de 54 anos. Um médico do trabalho esteve na fábrica e constatou os óbitos.

EXÉRCITO

Segundo o chefe da sessão de comunicação social da 4ª Região Militar, Coronel Messeder, a fábrica teve seu registro validado em setembro de 2016 e com autorização para funcionar até janeiro de 2019. No dia 29 de agosto deste ano, o local foi vistoriado pelo Exército Brasileiro através da Operação Girândola e na época, nenhum indício de irregularidades foi constatado.

 “A fiscalização é feita pela 4ª Região Militar, um órgão do Exercito Brasileiro, o mais alto escalão de Minas Gerais. Nós vistoriamos todas as fabricas legalizadas anualmente, de forma que verificamos questões de segurança em parceria com outros órgãos competentes, cada um na sua atribuição e esse ano essa fábrica foi vistoriada e tinha sido aprovada”, explicou o Coronel.

Uma equipe do Exercito foi acionada e deverá abrir processo administrativo para apurar as causas da explosão.

Em nota, a fábrica São Jorge confirmou a morte das duas funcionárias e lamentou profundamente o ocorrido. A empresa ainda informou que está prestando assistência aos familiares das vítimas.

A Prefeitura da cidade também lamentou o fato e informou que a fábrica é devidamente regulamentada junto ao Município e que o município presta de forma respeitosa solidariedade aos familiares enlutados.

A reportagem tentou contato com o Sindicado das Indústrias de Explosivos do Estado de Minas Gerais, porém, até o fechamento dessa edição não obtivemos retorno.

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