segunda-feira, 4 de Dezembro de 2017 10:29h Atualizado em 4 de Dezembro de 2017 às 11:10h. Diego Henrique

Quadrilha explode agência bancária e faz doze pessoas reféns

Durante fuga, suspeitos incendiaram um veículo; BOPE precisou ser acionado para retirar uma bomba deixada no local

Criminosos usaram doze pessoas como escudo humano pra explodirem uma agência bancária durante a madrugada dessa segunda-feira (04) em Arcos. Para amedrontar a Polícia Militar (PM), os suspeitos usaram fuzis e pistolas semiautomáticas e realizaram vários disparos para o alto. Ninguém ficou ferido. Durante a fuga o grupo ainda incendiou um veículo para evitar a aproximação dos militares. O Batalhão de Operações Especiais (BOPE) precisou ser chamado para retirar um artefato explosivo deixado pelos criminosos dentro da agência.

A ação aconteceu por volta de 01h19 quando três veículos chegaram à área central da cidade e pararam no cruzamento da Avenida Governador Valadares com a Rua Donato Rocha, próximo às agências do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Rapidamente, segundo a PM, dezenas de suspeitos desembarcaram dos veículos e abordaram doze pessoas que estavam em uma lanchonete, as obrigando, sob ameaça a acompanharem a explosão à agência.

Logo em seguida os suspeitos se dividiram em grupos nas esquinas e, usando os reféns como ‘escudos humanos’, passaram a efetuar vários disparos de arma grosso calibre como fuzis, espingarda calibre 12 e pistolas semiautomáticas, na tentativa de intimidar os policiais que chegavam ao local.

Durante os disparos, as três câmeras do sistema de monitoramento “Olho Vivo” que estão dispostas em pontos estratégicos da Avenida Governador Valadares foram atingidas, mas parte da ação foi registrada.

Para evitar confronto e colocar a vida dos reféns em risco, os policiais não se aproximaram. Os criminosos aproveitaram o momento e explodiram o interior da agência do Banco do Brasil. Após a explosão o grupo obrigou os reféns a entrarem nos veículos e fugiram sentido a cidade de Lagoa da Prata.

Na altura do Km 57 na MG-170, entre Arcos e Lagoa da Prata o grupo incendiou um dos veículos para dificultar a perseguição policial. Aos poucos, os reféns foram sendo libertados e, segundo os militares nenhum deles ficaram feridos . Dezenas de “miguelitos”, objetos feitos com pregos usados para estourar pneus de veículos, foram recolhidos pela polícia.

O Batalhão de Operações Especiais (BOPE) precisou ser acionado para retirar um artefato explosivo deixado pelo grupo. A perícia da Polícia Civil (PC) também foi acionada e realizou os trabalhos de praxe. A PM segue em rastreamento na tentativa de localizar os suspeitos que conseguiram fugir.

A polícia não informou se a quadrilha conseguiu levar algum valor em dinheiro.D

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