terça-feira, 18 de Abril de 2017 15:08h Atualizado em 18 de Abril de 2017 às 15:09h. Luiz Felipe Enes

Três são indiciados pela morte de ex-advogado de Macarrão em Pará de Minas

PC concluiu que o advogado foi atraído e morto durante uma emboscada. Ele atuava no caso do desaparecimento de Eliza Samudio

Foi concluído o inquérito referente à morte do advogado Arthur Wallace Barbosa Vieira, de 46 anos, assassinado durante uma emboscada no bairro Recanto da Lagoa, em Pará de Minas, no dia 30 de junho de 2016. Três homens estão presos. De acordo com a Polícia Civil, após as investigações foi constatado que o mandante do crime estava preso e contou com a ajuda de outros dois homens.

Segundo o delegado Douglas Barcelos, responsável pelas investigações, na ocasião, o mandante Gustavo Henrique Muniz Nascimento de Oliveira pediu aos investigados João Paulo Rocha Furlane e Michael Douglas Silva dos Santos que atraíssem o advogado com o pretexto de fazer um pagamento para cometer o crime.

“Fizemos um levantamento e apreendemos o celular da vítima. Por meio disso identificamos que a vítima havia sido atraída até o local e executada. Depois de analisar as conversas, com autorização judicial, tivemos acesso ao conteúdo e percebemos que ele tinha sido atraído. Pelo próprio celular, identificamos os demais autores, pois a vítima era advogada de Gustavo”, explicou.

O advogado Arthur Wallace Barbosa Vieira foi morto em junho passado com quatro tiros. As investigações ainda levaram a Polícia Civil até a ex-namorada de Gustavo Henrique. “O Gustavo conheceu o Arthur pela ex-namorada. Ela soube que Arthur atuava na área criminal e pediu o auxílio para advogar para o outro e a partir disso, a vítima teve mais contato com a namorada do Gustavo. Tiveram encontros, ele inclusive chegou a visitá-la. Ela nega qualquer tipo de relacionamento. Gustavo soube disso, ficou furioso e partir disso, determinou que os demais viessem executar o crime”, acrescentou o delegado.

O inquérito foi concluído e encaminhado à justiça. Os três investigados estão presos e aguardam julgamento. A Polícia Civil explicou que eles podem ser indiciados por homicídio qualificado. A pena pode variar de 12 a 30 anos de reclusão.

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