quinta-feira, 20 de Abril de 2017 08:55h G1

Moro começa a interrogar réus em ação penal da Lava Jato sobre triplex

Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS e Agenor Franklin Magalhães Medeiros, ex-executivo da empreiteira, serão ouvidos nesta quinta-feira (20). Ex-presidente Lula será o último réu a ser interrogado, em 3 de maio.

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato na primeira instância, começa nesta quinta-feira (20) o interrogatório dos réus na ação penal que envolve um triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo, e que tem o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como um dos réus.

José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS e Agenor Franklin Magalhães Medeiros, ex-executivo da empreiteira, serão ouvidos a partir das 14h, na sede da Justiça Federal do Paraná, em Curitiba.

O ex-presidente Lula será o último réu a ser ouvido, em 3 de maio, às 14h.

 

Veja as datas dos próximos interrogatórios:

  • 26/04/2017, às 14h: Fábio Hori Yonamine, ex-presidente da OAS Empreendimentos; Paulo Roberto Valente Gordilho, arquiteto e ex-executivo da OAS e Roberto Moreira Ferreira, ex-diretor da empresa;
  • 28/04/2017, às 14h: Paulo Tarciso Okamoto, presidente do Instituto Lula;
  • 03/05/2017, às 14h: Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República.

 

Entre os acusados, o único preso atualmente é Léo Pinheiro, que está na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, por outro processo.

 

A acusação

A denúncia foi aceita em setembro do ano passado e abrange três contratos da OAS com a Petrobras. De acordo com a acusação, R$ 3,7 milhões em propinas foram pagos a Lula. Para os procuradores do Ministério Público Federal (MPF), a propina se deu por meio da reserva e reforma do apartamento triplex, em Guarujá, e do custeio do armazenamento de seus bens.

Lula responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro nesta ação penal. Ele também é réu em outro processo relacionado à Lava Jato na Justiça Federal do Paraná, que envolve a compra de um terreno para a construção da nova sede do Instituto Lula e um imóvel vizinho ao apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo.

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