quinta-feira, 5 de Julho de 2018 11:15h Portal Gazeta do Oeste

Pagamento de julho ainda não tem datas definidas

Mesmo com o fracionamento, atrasos são frequentes

O governo de Minas Gerais vai continuar parcelando os salários dos servidores estaduais neste mês, mas ainda não definiu quando fará os pagamentos dos funcionários.

Desde fevereiro de 2016, o governador Fernando Pimentel (PT) divide em três parcelas o pagamento do funcionalismo público. Entretanto, mesmo com o parcelamento, o governo frequentemente atrasa a remuneração.

Somente na noite de anteontem, os servidores que recebem acima de R$ 6.000, o equivalente a 8% do funcionalismo, receberam a terceira parcela que estava prometida para o dia 29 de junho. 

Em contato com a reportagem de O TEMPO, a Secretaria de Estado de Fazenda disse que a escala de pagamento dos salários de junho, a serem pagos no mês de julho, ainda não foi feita pelo corpo técnico do órgão. Segundo a secretaria, a programação deve ser divulgada ainda nesta semana.

Entretanto, com o jogo da seleção brasileira pelas quartas de finais da Copa do Mundo, que será realizado nesta sexta-feira, essa previsão pode ser adiada. 

Os critérios de recebimento no mês de julho serão os mesmos usados até o momento.

Os servidores que recebem até R$ 3.000 líquidos, o que corresponde a 75% do funcionalismo público estadual, vão receber o salário em parcela única. Já os 17% do quadro público que recebem entre R$ 3.000 e R$ 6.000 receberão em duas parcelas: uma no valor de R$ 3.000 e o restante na segunda parcela. 

Já os que receberam apenas anteontem a última parcela do mês de maio continuarão recebendo em três vezes sua gratificação. As duas primeiras parcelas serão depositadas no valor de R$ 3.000 cada e o restante será pago na terceira parcela. 

A reportagem de O TEMPO entrou em contato com o secretário de Planejamento, Helvécio Magalhães, que disse que a escala será liberada em breve, mas que não tinha a definição da data. 

O governo de Minas tem alegado instabilidade no fluxo de caixa estadual e baixa arrecadação de impostos e receitas para justificar o parcelamento.

 

Fonte- Jornal O Tempo/ Lucas Henrique Gomes

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