quinta-feira, 7 de Dezembro de 2017 13:10h Júlia Sbampato

Parede de casa de aluguel social cede no bairro Afonso Pena

Com o tempo de chuvas, muitos problemas costumam aparecer e a situação às vezes pode se agravar, trazendo dificuldades para a população. Desde as últimas semanas em Divinópolis, devido as constantes chuvas, diversos casos de desabamento e deslizes de terra aconteceram, alguns casos que, por força da natureza não poderiam ser evitados e outros nos levam a questionar se algo poderia ser feito.
A moradora Cleide Helena de Oliveira mora de aluguel social com seus três filhos em uma casa no bairro Afonso Pena e teve parte de um quarto cedido pela chuva. A reportagem esteve no local para apurar a situação após uma denúncia feita pela vereadora Janete Aparecida (PSD).
A casa em questão contém uma sala, uma cozinha, um banheiro e três quartos, sendo que um é anexo ao lado externo da residência, e o que mais sofreu as consequências das chuvas. Parte da parede deste quarto com paredes de tijolos de cerâmica sem reboque e que não tem mais do que dois metros de altura desabou, deixando um buraco do chão ao teto.
O Corpo de Bombeiros esteve no local para realizar um boletim de ocorrências nesta sexta-feira (1). Segundo o histórico, afirmam que o quarto está comprometido por esta fresta que se abriu, e que a parede ao ser tocada chega a balançar.
Além do ocorrido que levou a vereadora a realizar a denúncia, foram pontuadas pelo Corpo de Bombeiros várias infiltrações em outros cômodos da casa.
Segundo relatos da moradora, ela vivia com seus familiares no Alto São Vicente e foi removida do local por situação de vulnerabilidade. Há oito anos então mora nesta casa no bairro Afonso Pena, e conta que desde que se mudou o local nunca recebeu manutenção.
A reportagem entrou em contato com o Corpo de Bombeiros, que explicou que para dar prosseguimento na denúncia, é preciso que a solicitante peça que o Boletim de Ocorrências seja encaminhado para a Defesa Civil. Esta, por sua vez, realizará a vistoria do local para que se possa definir se é seguro ou não que a moradora continue habitando ali.
A Prefeitura, se tratando da questão do aluguel social, afirma que é preciso aguardar o posicionamento da Defesa Civil. Enquanto isso, a moradora precisa buscar outros locais para que possa se instalar enquanto a situação não é resolvida, como em casa de parentes. Não tendo condições, deve procurar a Prefeitura para que alguma ação possa ser feita.
Cleide contou durante a visita ao local pela reportagem, que há mais de um ano tenta entrar em contato com a assistência social, mas nada é feito. Segundo a mesma, sempre que chove o problema volta a persistir e ela precisa ficar o dia todo com o rodo puxando a água para que não infiltre ainda mais nas paredes.
A moradora teme a vida de seus filhos, e diz que foi sorte ninguém ter se ferido com a parede caindo porque estavam todos no quarto na hora do desabamento.
“E foi uma coisa que a gente já tinha avisado, porque se não tivesse avisado, tudo bem. Mas algo que já foi avisado e a Prefeitura não toma nenhuma providência pra nos tirar do lugar. E se alguma coisa tivesse acontecido com meus filhos?” questiona
Cleide.

Leia Também

Imagem principal

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.