sexta-feira, 19 de Maio de 2017 08:57h G37

Programação e robótica para crianças e adolescentes ajudam no futuro e preparam profissionais mais qualificados

Na última semana, um ataque hacker massivo tomou conta de boa parte da Europa. Horas depois, companhias brasileiras começaram a sentir os efeitos e tiveram computadores “sequestrados”. Pouco tempo depois, computadores do Ministério Público do Estado de São Paulo e do Tribunal de Justiça de São Paulo tiveram que ser desligados. Logo em seguida, toda a infraestrutura da Petrobras sofreu uma tentativa de invasão cibernética. O que isto tem a ver com o nosso cotidiano? Tudo.

Cada vez mais, vivemos em um mundo onde a segurança das informações tem ganhado extrema importância. E não é apenas no mundo dos negócios internacionais. Além das situações envolvendo empresas, aumenta a preocupação com o nível de exposição e interação das crianças e adolescentes na Internet, bem como o excesso de uso de tecnologias no dia-a-dia. Casos como o jogo da “baleia azul”, pedofilia na Internet, ciberbullying e outros assédios virtuais são cada vez mais frequentes e deixam pais e educadores em estado de alerta constante.

Em Divinópolis, uma iniciativa pioneira na região vem ganhando a adesão de pais e, principalmente, dos adolescentes: o ensino de programação e robótica e o uso das tecnologias digitais. A CiberCode, por exemplo, oferece cursos de programação e robótica para crianças e adolescentes, entre 8 e 15 anos. As aulas são realizadas uma vez por semana, com 1h30 de duração, em turmas com até 6 alunos. São utilizados robôs e um computador por aluno, com atividades lúdicas e participação ativa dos alunos, respeitando o ritmo de cada um. “Devemos compreender que as tecnologias digitais vão estar cada vez mais presentes na nossa vida, com benefícios para a aprendizagem e nos relacionamentos sociais, a partir da interatividade possibilitada pelos diferentes dispositivos de mídia digital. Por isso, é fundamental que os pais tenham informações adequadas para que seus filhos façam bom uso da Internet, computadores e smartphones. Este é uma das missões da CiberCode”, destaca o professor Igor Ferreira.Oficinas para os pais com o objetivo de desenvolver competências digitais, possibilitando a aproximação da linguagem que os filhos utilizam atualmente e capacitação de professores para o uso pedagógico das tecnologias digitais também são outras ações que a CiberCode desenvolve.

METODOLOGIA DIFERENCIADA E RESULTADOS

Com o ensino da programação e robótica, a CiberCode busca desenvolver em seus alunos habilidades para uma participação mais ativa no mundo da informática e programação. A metodologia utilizada torna a aprendizagem mais lúdica e atrativa, através de interatividade, hipertextualidade e conectividade, promovendo a cooperação e integração dos pares. “Nossa ideia não é formar programadores, e sim, valores. Sabemos que hoje o planejamento pessoal é cada vez mais valorizado na vida e no mercado de trabalho. Quando trabalhamos a programação, exercemos dois vieses: a parte técnica, que consiste em códigos e demais atividades específicas, e a parte de trabalhar as funções executivas do cérebro, como atenção, concentração e impulso”, explica Cheilon Camargo, um dos diretores da Cibercode. Além disso, games podem atuar como coadjuvantes no desenvolvimento de funções cognitivas e sensoriais, melhorando a noção espacial, as habilidades motoras, o processo de tomada de decisões e a autonomia dos alunos.

Vários pais já se mostraram satisfeitos com os resultados de seus filhos. É o caso de Daniel Bicalho, empresário, que viu seu filho iniciar o segundo módulo do curso. “Foi uma grata surpresa a evolução apresentada pelo nosso filho. Ele está muito mais participativo nas questões de família e a evolução na escola é notável. Além da robótica e da programação, a melhora no comportamento e na concentração dele nos deixa muito satisfeitos” afirma Bicalho. E ele ainda indica a metodologia para outros pais. “Nós queríamos o ensino da robótica e da programação e ganhamos, de bônus, uma criança muito mais esperta, preparada e, sobretudo, com uma significativa melhora na vida social e interativa de nosso filho. A metodologia é espetacular”, completa Bicalho.

Crianças e adolescentes vivem em um contexto com grande impacto das tecnologias digitais, nas diversas áreas e setores da sociedade, e não podem deixar de utilizá-las, no entanto, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, algumas recomendações sobre a interação de crianças e adolescentes coma tecnologia e a Internetsão aconselháveis. Entre elas, respeitar a idade e as etapas do desenvolvimento de cada criança, evitar a exposição passiva em frente às telas digitais e equilibrar as horas de jogos on-line com atividades esportivas, brincadeiras, exercícios ao ar livre ou em contato direto com a natureza. Desenvolver competências e habilidades na utilização das tecnologias digitais é fundamental para que crianças e adolescentes participem de forma crítica e consciente da sociedade.

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.