quinta-feira, 12 de Outubro de 2017 08:17h Nayara Leite

Recursos para conclusão do Complexo Esportivo no Planalto podem ser perdidos em 30 dias

Entraves ambientais, atrasos nos pagamentos e agora a empreiteira declarou à Prefeitura defasagem no custo e desinteresse em concluir a obra

A construção do Complexo Esportivo do bairro Planalto está novamente paralisada. Desta vez, segundo informações da Superintendência Usina de Projetos, a empreiteira que ganhou a licitação e realizava a obra alega que os valores disponibilizados não condizem mais com a situação atual do mercado, sendo prejuízo para a empresa concluir o projeto.

Em março, a Prefeitura de Divinópolis havia informado que a conclusão seria para junho, depois agosto. Mas agora, o Munícipio tem 30 dias para formalizar a desistência da empresa que executava a obra e contratar a segunda ou terceira coladas na licitação para finalizarem a construção, se as mesmas ainda manifestarem interesse no projeto. “Mas para isso, a primeira empresa deve abrir mão oficialmente do contrato”, destacou o órgão.

De acordo com a Diretoria de Comunicação, o valor de R$ 600 mil está disponível na Caixa Econômica Federal para conclusão do projeto. E não pode haver reajustes além do que está previsto na legislação.

RECURSO

O projeto foi executado devido a uma emenda do Deputado Federal Domingos Sávio (PSDB) no valor de R$ 1 milhão. Na época, o parlamentar explica que o projeto era solicitações de muitos moradores e vereadores da última gestão.

A assessoria de imprensa do deputado ressaltou o empenho do parlamentar na conclusão do projeto, salientou que acompanha de perto a execução das obras e garantiu a liberação do recurso, no que cabe ao deputado. E ainda lamentou que o Complexo não esteja concluído.

O projeto deve beneficiar, quando finalizado, moradores do Santa Luzia, Campina Verde, Casa Nova, L.P Pereira, Planalto, Ipiranga e Tietê, que, por enquanto, permanecem em uma espera sem fim.

ENTRAVES

O então prefeito, Vladimir Azevedo, assinou a ordem de serviço para construção do Complexo Esportivo em agosto de 2015 e, logo depois, as obras começaram. Na placa informativa, ainda existente no local, a data de entrega da 1ª fase era para 3 de fevereiro de 2016 e término total da obra em agosto do mesmo ano. Porém, mais de um ano depois, o projeto não foi concluído.

Para iniciar o projeto de construção, diversos problemas foram enfrentados. O primeiro era relacionado a questões ambientais, já que a obra fica próxima a um córrego, o segundo, a linha férrea que passa próximo. Foi necessária aprovação do Governo Federal, da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) e da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), além de vários órgãos ambientais.

Quando houve a paralisação dos serviços em 2016, o Jornal Gazeta do Oeste noticiou por diversas vezes o fato. Inicialmente, o motivo foi a falta de repasse do Governo Federal, que, no ano passado, contingenciou verbas a todas as prefeituras que possuíam dirigentes do PSDB.

Já no início de 2017, várias obras no munícipio foram paralisadas, por solicitação do atual prefeito, Galileu Teixeira Machado, para serem auditadas.

A EMPREITEIRA

No local onde será o Complexo Esportivo, não há sinalização com o nome da empresa responsável atualmente. O local está abandonado e parte da cerca de contenção está danificada.

Em maio, o mestre de obras que trabalhava no local informou que prestava serviços para a DR Engenharia e detalhou que a paralização da construção aconteceu algumas vezes por falta de repasse de verbas à empreiteira, mas que a situação havia sido normalizada.

De acordo com o mestre de obras, na época, aproximadamente 70% da construção estava pronta. “Faltam algumas coisas, mas a maioria é da fase de acabamento, para terminar tudo, são três meses, porque nesse tempo dá para fazer muito serviço".

Nossa equipe tentou contato com a empresa DR Engenharia, mencionada pelo mestre de obras, porém, até o fechamento desta edição, não obtivemos retorno.

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