quinta-feira, 7 de Dezembro de 2017 12:44h Júlia Sbampato

Servidores da Justiça do Trabalho de Divinópolis se manifestam contra reforma da Previdência

Os servidores públicos do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Divi­nópolis aderiram ao movi­mento nacional em defesa da Previdência Social e se manifestaram no prédio da Justiça do Trabalho nesta terça-feira (5). O movimen­to está sendo controlado pelas Centrais Sindicais e Sindicatos da Federação Nacional.

Antônio Oliveira Cam­pos, conhecido como To­ninho, é Oficial de Justiça Federal e um dos dirigentes do movimento em Divinó­polis. Segundo ele, a luta é por diversas categorias de todos os setores, que incluem os professores, servidores públicos e meta­lúrgicos que podem perder o direito da aposentadoria.

De acordo com Toni­nho, a reinvindicação é para manter não mudar as leis previdenciárias. Ele conta que foi provado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado Federal que a justificativa para acabar com a provi­dência é falsa, e que o país não falta dinheiro para pagar a população.

“A reforma da previ­dência, que eu chamo de destruição da previdência, vai tirar da sociedade uma das maiores conquistas que tivemos no último século. Isso não é admissível. A nossa reinvindicação é para manter a previdência, e não mudar as leis previdenciá­rias porque a previdência não é deficitária, ela tem sobra de bilhões”.

GREVE

Depois de meses para­da, a discussão acerca da reforma da Previdência vol­tou para a Câmara Federal, o que gerou um movimento entre os servidores públi­cos do país, ameaçando greve. Porém, na última sexta-feira (1), a votação foi adiada, e dessa forma, as centrais sindicais can­celaram a greve, mas man­tiveram os protestos para os sindicatos e movimentos filiados.

Toninho conta que es­teve na Justiça Federal para questionar sobre a reali­zação da manifestação no local, mas afirmaram para ele que não iriam aderir nesta terça-feira por estar muito em cima da hora para organizar.

O movimento continua e na próxima segunda-feira novos manifestos devem acontecer. De acordo com Toninho, desta vez a Justiça Federal afirmou para ele que irá participar.

O presidente do Sindi­cato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Divinópolis, Erivaldo Adami, esteve no TRT para apoiar o movimento:

“Parabéns aos trabalha­dores da Justiça do Trabalho e isso deveria estar aconte­cendo no Brasil todo, não só pelos trabalhadores da Justiça do Trabalho, mas com todos os trabalhado­res brasileiros que tem sua carteira assinada. A pre­vidência não pode acabar não podemos permitir a reforma da previdência”.

PEC

A proposta de reforma foi alterada pelo governo em alguns pontos, mas manteve a medida fixa com o tempo mínimo de con­tribuição em 15 anos para os trabalhadores do setor privado e em 25 anos para servidores. A idade mínima para aposentadoria seria de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. Já o tempo mínimo de con­tribuição para obter a apo­sentadoria integral seria de 40 anos.

A data da votação pre­vista era para hoje (6), mas com a perda crescente de apoio na base aliada, o Planalto reconhece que não deve ser pautada.

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