Cidades >
Duplicação da MG-050 deverá impulsionar comércio divinopolitano
Sexta-feira, 17 de maio de 2013 às 7h 51 - Por: Daniel Michelini
Estrada duplificada ajudará a cidade a conseguir investimentos na área comercial. Quanto ao estado da rodovia, empresário diz que ainda precisa ser melhorado.

Na manhã de ontem (15), uma solenidade envolvendo políticos da cidade e região marcou a confirmação do projeto de duplicação do trecho da MG-050 que liga Divinópolis á Itaúna. O projeto começou com a duplicação da ponte próxima ao Clube da Prefeitura. As próximas etapas do planejamento deverão ser apresentadas em 90 dias.

As obras são muito cobradas por motoristas que trafegam pela região, especialmente pelo preço pago nos pedágios, que variam de R$4,10 a R$24,60. Segundo Júlio César Pereira, presidente executivo da Associação Comercial e Industrial de Divinópolis (ACID), as obras são de grande valia para Divinópolis e cidades vizinhas, além de resolver antigos problemas em alguns trechos específicos, como o trevo do bairro Icaraí: “Nós ficamos ansiosos com esse projeto de duplicação desse trecho da MG-050, devido aos problemas que enfrentamos aqui há anos. O semáforo localizado no trevo do Icaraí foi instalado há um ano, não funciona regularmente e, devido a isso, tivemos que fazer uma paralisação durante um período”.

Ele afirma que quando foi feita essa paralisação, a Nascentes das Gerais acionou a ACID no Ministério Público: “Nós entendemos que é um absurdo a região industrial do município, que possui grande parte do PIB (Produto Interno Bruto) de Divinópolis e gera mais de cinco mil empregos diretos, não ser prestigiada pelo menos com vias dignas de entrada e saída em seu principal acesso”.

Ainda de acordo com Júlio, no final de tarde, o motorista chega a ficar aproximadamente 30 minutos para conseguir sair do Distrito Industrial, classificando isso como caos, lembrando ainda de acidentes fatais na região: “Após um dia estressante, os trabalhadores querem chegar rápido em casa e passam por dificuldades para sair do trevo. A questão de logística por parte das indústrias, como carretas e caminhões, também prejudica o trânsito, mas não há como impedi-las de trabalhar. Essa situação é um verdadeiro caos. E o pior: já aconteceram óbitos nessa região devido a acidentes”.

No entanto, ele ainda espera a continuação do projeto para ter certeza da veracidade das obras, salientando a necessidade de uma reforma: “Pode ser que essa duplicação realmente aconteça, pois estamos nos aproximando do período eleitoral, que é ano que vem. Pode ser que aconteça alguma coisa no fim do ano. Me passaram um cronograma que, se realmente for feito, será importante para a região. O que pedimos é que resolvam o problema aqui de uma forma mais rápida”.

Além de prejudicar os moradores de bairros próximos e da cidade como um todo, Júlio César acredita que a situação atual tem atrapalhado o comércio divinopolitano, pois existem empresas na região que começaram a ter um custo elevado que antes não havia, devido aos pedágios: “Na realidade, espero que tenhamos mais incentivo do governo para que as indústrias se instalem em Divinópolis. Os pedágios não deixam de ser um empecilho nessa situação. Pelo que nos mostraram, o cronograma está atrasado em dois anos. Entendemos que o pedágio, hoje, é caro”.

Ele lembra que Divinópolis é a maior cidade do centro-oeste do estado, como se fosse a capital da região: “A cidade tem que ser vista com maior ‘carinho’ por parte dos governantes, dando a devida ascensão que 220 mil pessoas merecem”.

O empresário Fernando Malta afirma que a promessa de obras teve um ponto final após a visita do vice-governador, há 15 dias: “Ele garantiu que o projeto estará pronto em 90 dias e que acontecerá a duplicação da rodovia no trecho que liga Divinópolis à Itaúna. Acredito que esses problemas cruciais, como as mortes que acontecem aqui e pagar pedágio para andar numa estrada de ‘carros de boi’ serão solucionados”.

Com essa audiência na rodovia, Malta diz que podemos acreditar que teremos uma nova história em Divinópolis: “O cartão de visitas da nossa cidade é a ‘Curva da Morte’. A partir do momento que começar a duplicação, iremos bater palma, pois chegou a um ponto lastimável”.
Contudo, o empresário opina que a duplicação da ponte é um início errado, pois deveriam ter começado a duplicação de a partir de Itaúna: “Pelo menos começaram os trabalhos. A duplicação ajudará toda a cidade. Com boas estradas, o local ganha investimento. A nossa economia ficará muito mais saudável”.
Ele diz acreditar que o preço do pedágio não irá aumentar: “O preço que pagamos é de uma estrada duplificada”, conclui.

Compartilhes
Leia Mais