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Liberdade de escolha

Ômar Souki

Liberdade de escolha é o espaço que criamos entre o estímulo e a resposta. Estamos constantemente recebendo estímulos externos através do meio ambiente, da situação político-econômica, da mídia e das pessoas à nossa volta. São as mudanças tanto do tempo, quanto da situação do país, assim como as coisas que escutamos e vemos nos meios de comunicação, ou são as alterações naquilo que as pessoas dizem e fazem etc. Temos a opção de nos deixarmos levar pelos estímulos—sermos reativos—ou de procurar alternativas—sermos proativos. Quando permitimos que os estímulos determinem nossas respostas nos tornamos vulneráveis ao tempo, às mudanças na política, à mídia, ao que os outros falam ou fazem. Enfim, estamos reagindo, nos deixando controlar por fatores externos. Isso acontece frequentemente. Quantas vezes deixamos de fazer isto ou aquilo devido ao tempo? Ou deixamos que a situação do país mexa com nossos nervos? Ou tomamos decisões precipitadas baseadas no que vemos na mídia? Ou nos alteramos devido ao que os outros fizeram ou falaram?  

Mas, não é necessário que seja assim, podemos ser proativos. Temos liberdade de escolha, podemos abrir um espaço entre os estímulos que nos rodeiam e as respostas que criamos. Somos dotados de certas capacidades fundamentais dos seres humanos: a auto-observação, a imaginação, a consciência e a vontade.

Usando da auto-observação tomamos distância dos eventos e vislumbramos soluções alternativas às sugeridas pelos estímulos. Ao enfrentarmos um problema difícil podemos nos imaginar sobrevoando a nossa vida, ampliando assim as possibilidades de solução. Ou—quando alguém se altera conosco—em vez de dar o troco, podemos sair, dar uma volta no quarteirão, acalmar os nervos, e optar pelo diálogo. Temos também a imaginação, que nos permite ver-nos falando, fazendo e sentindo coisas que atualmente não fazem parte da nossa experiência. E a consciência, que nos orienta a fazer o que é certo, não importando a natureza dos estímulos recebidos. Finalmente temos a vontade, que é a nossa capacidade de tomar decisões de forma independente das pressões externas, e que nos fornece a energia necessária para buscar respostas criativas.  

Porém, ao examinarmos nossa trajetória, verificamos que muitas vezes somos reativos em vez de proativos. Preferimos o aconchego da cama a levantar cedo para nos exercitarmos. Aguardamos algum tipo de mudança na política ou na economia para empreendermos. Quando alguém nos ataca verbalmente—em vez de procurarmos pela razão desse comportamento—partimos imediatamente para o contra-ataque, isto é, “olho por olho, dente por dente”.

Mas, ao exercitarmos a nossa liberdade de escolha—deixamos de ser conduzidos pelos estímulos—e passamos a liderar com firmeza o barco da nossa vida, não importando quais sejam os desafios a enfrentar.

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