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O milagre da transformação pessoal

Ômar Souki

“Então, caindo em si, disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome’” (Lucas 15, 17). Chega um momento em nossa vida que desejamos a transformação pessoal. Cansados de viver do nosso jeito—como fez o filho pródigo—somos tomados por um desejo ardente de voltar à casa paterna. Passamos, então, a nos dedicar mais ao crescimento espiritual e a nos libertar do apego exagerado às coisas do mundo. Percebemos que estávamos sendo consumidos por algo passageiro e ilusório que poderia arruinar nossa vida e trazer-nos a solidão. Decidimos mudar!

O que provoca a mudança? Pode ser uma desilusão amorosa, uma crise profissional, uma doença grave, uma ruptura familiar, a morte de um ente querido. É algo que nos faz sofrer. Por isso, visto por uma ótica espiritual, o sofrimento é algo salutar, pois estimula o movimento. Estávamos tranquilos em nossa zona de conforto quando, de repente, acontece algo que abala nosso ser. Aí, então, passamos a nos dedicar mais à espiritualidade, isto é, a nos movimentar em direção a Deus. E, ele, o Todo Poderoso, também vem em nosso auxílio. É quando ocorre o milagre da transformação pessoal.

A dificuldade estimulou o filho pródigo a “cair em si”, isto é, a procurar pela ajuda do pai. E, para sua surpresa, foi recebido com festa. É isso que acontece em nossa vida quando decidimos mudar, quando retornamos humildemente para os braços do Pai. A mudança é alimentada por uma vida de oração. Mesmo estando engajados nas atividades do dia a dia, em nossa mente podemos acolher uma frase que nos conecte a Deus. Jesus aconselhou a Santa Faustina a repetir sempre: “Jesus, eu confio em você!”—independentemente do que estivesse fazendo.  E São Paulo nos diz: “Estejam sempre alegres, orando sem cessar, dando graças em todas as circunstâncias” (1 Tessalonicenses 5, 16-18).

Quando nos movimentamos em direção a Deus, ele também se movimenta. “Se um de vocês tem cem ovelhas e perde uma, será que não deixa as noventa e nove no campo para ir atrás da ovelha perdida, até encontrá-la? E quando a encontra, com muita alegria a coloca nos ombros” (Lucas 15, 4-5). “Se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, será que não acende uma lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente, até encontrar a moeda?” (Lucas 15, 8). Assim é o nosso Pai Celestial com relação a nós, não importa a distância que esteja nos separando dele, ao desejarmos retornar, ele também sai ao nosso encontro, e nos acolhe de braços abertos.

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