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Relacionamento abusivo: psicóloga orienta como identificar e evitar situações tóxicas

Para a especialista Karla Patrícia, pequenas situações do dia-a-dia interferem em relações saudáveis.

Quando se vive em relacionamento abusivo, muitas vezes pode ser difícil ter uma visão completa da relação. Nem sempre, o parceiro consegue se distanciar e segue em uma situação de sofrimento. Seja um namoro, casamento, ou qualquer tipo de relacionamento, é preciso evitar relações tóxicas e saber seguir em frente.
De acordo com a psicóloga e professora da Faculdade Una, Karla Patrícia Paiva Ferreira, o relacionamento tóxico ou abusivo é caracterizado pelo tipo de relação não apenas afetiva, mas partindo de familiares ou até mesmo amigos. É todo o tipo de relacionamento onde esteja presente um ou mais tipos de violência, seja ela física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
“Qualquer relacionamento com um ou mais tipos de violência, é considerado relacionamento abusivo. Muitas das vezes as pessoas não entendem esses processos de violência, como por exemplo, apresentar ciúmes sem motivo, empurrar o(a) companheiro (a), realizar ameaças, apresentar comportamento superprotetor; que nem sempre é um ato romântico, mas disfarçado o ciúme”, explica Karla.
A psicóloga destaca que outras questões do dia-a-dia também demonstram atitudes abusivas e que podem passar despercebidas. “É o caso de pessoas que transformam assuntos simples em grandes discussões, ameaça o parceiro ou outras pessoas do seu convívio, tem ataques de fúria e desconta no parceiro, desqualificar a pessoa, uso de intimidação ou manipulação; que vão desde a pequenas falas, proibir ou coibir a visita de amigos e familiares ou frequentar lugares sociais, gerando problema no relacionamento”, ressalta.
Para Karla Patrícia, é extremamente importante que a pessoa acompanhe como o seu relacionamento está fluindo e tome cuidado para não manter ou entrar em situações abusivas. A psicóloga conta que muitas das pessoas que insistem em manter essas relações são motivadas por dependência emocional ou financeira, resistência a mudança e até mesmo baixa auto estima.
“Não existe motivo único, mas de uma maneira geral, observamos que as pessoas apresentam baixa auto estima, falta de confiança ou medo de ficarem sozinhas ou não conseguirem se relacionar novamente. Também pode acontecer de a pessoa apresentar visões equivocadas sobre o amor, como por exemplo ‘amar é sofrer’. Questões que apresentam ideias equivocadas sobre o relacionamento”, relata Karla.
A psicóloga reforça que o processo de insegurança ou dificuldade a lidar com novas situações faz com que a pessoa enxergue que esta realidade está fadada a ela, por isso permanece na relação.
“Assim está, assim vai continuar e se mantém. A pessoa que é vitima as vezes acha que esta situação é característica do parceiro e que este comportamento não é uma forma de abuso, mantendo o relacionamento como forma de ajudar a pessoa”, explica.

Superação
Ainda de acordo com a psicóloga e professora da Faculdade Una, Karla Patrícia Paiva Ferreira, um relacionamento abusivo pode trazer desde danos psicológicos relacionados a saúde mental; como fobias, ansiedade, depressão, pânico, transtornos alimentares, e da saúde orgânica; como a psoríase e problemas estomacais provocados pelo nervosismo e ansiedade, e até danos materiais, onde a pessoa perde ou tem bens danificados, dano social, onde se afasta do convívio do núcleo social e familiar e no trabalho.
A psicóloga alerta que é possível reverter esta situação e manter relacionamentos de forma mais leve. Observar pontos negativos e positivos como forma de crescimento pessoal ajudam a entender e aprender com a situação.
“O primeiro ponto após o termino de um relacionamento abusivo; que muitas das vezes pode deixar sequelas de dor e sofrimento ou sentimentos ruins, é saber lidar e entender os momentos de frustração que podem ocorrer, trabalhar com a nossa auto estima, estabelecer outros vínculos de amizade e família e buscar realizar ações positivas de saúde e qualidade de vida. O termino é sentido de formas distintas por cada pessoa, então deve ser respeitada a forma que ela conduz esse rompimento e a reestruturação da sua vida”, finaliza.

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