7 de Setembro.

                                            

       Como era bom o 7 de setembro em nossa terrinha, vestíamos até a alma de verde e amarelo era aquela coisa de orgulho de ser brasileiro.

       O nosso agosto começava já com todos os preparativos para a grande festa da nação, tinha ensaio todos os dias a fanfarra treinadíssima puxando o hino nacional e a meninada com a letra na ponta da língua não deixava a peteca cair.

      A escola inteira decorada com bandeirinhas verde e amarela, em todas as salas as paredes com belos cartazes sobre o tema da inconfidência.

      Até me lembro de uma vez que tínhamos que levar para escola um cartaz sobre a independência, a entrega na segunda feira cedo. Passei o final de semana só na brincadeira e no domingo a noite quando passei na casa do meu primo e parceiro Gilberto e vi o cartaz dele pronto, o Gil tinha na Casa Orion o Zé Ferreira que era um artista e fazia cada cartaz que ele só tirava 10, ele me lembrou do trabalho sai igual um louco e entrei em casa com os olhos quase pulando fora, numa gritaria louca : Mãe tenho que fazer um cartaz do D. Pedro para amanhã . Primeiro levei uns tapas, que já era de costume, depois vi a fera da minha mãe arrumar um D. Pedro I encima de um cavalo branco no ato do grito do Ipiranga, lindo demais, escreveu com uma letra bem bordada e bem grande: Independência ou Morte. No outro dia munido do poderoso cartaz entrei na sala todo poderoso.

        E no dia tão esperado, 7 de setembro, levantávamos cedo colocávamos o uniforme escolar bem passado e seguíamos para a praça da catedral, era a concentração para o tão esperado desfile.

         Nesta hora a 1º de Junho já estava lotada, de longe já escutávamos o tiro de guerra com seus gritos de bravura esperando para sair abrindo o desfile, a organização fazia o coração acelerar. Logo após vinha as escolas, as entidades filantrópicas, clubes de serviços, os órgãos públicos, a poderosa banda da polícia militar, os carros da prefeitura, bombeiros, no final sempre vinha a turma do quero mais mandando ver na criatividade.

       O que mais me chamava atenção era a vista do começo da 1º de junho até na rua Goiás era um mar de bandeirinhas e balões verdes e amarelos, o povo lotava os passeios numa alegria sem igual, a felicidade e o orgulho de ser brasileiro estampado no rosto.

       Como foi importante para nosso crescimento estes momentos cívicos vividos.

      Este ano mais uma vez passamos batidos, sem festa, sem bandeirinhas, sem a blusa verde e amarela, sem alegria, até quando minha querida Divinópolis ficará sem comemorações...

      E eu continuo aqui na TOK EMPREENDIMENTOS , Rua Cristal 120 centro , vendendo esperanças.     

     

 

   

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