A boa bisca

        Outro dia me deparei com uma situação diferente, uma pessoa que foi um dia meio parente, hoje bem distante graças á Deus,  foi desenterrada por um grupo de amigos, no automático soltei : Aquela Bisca não. Aquela coisa que sai no fundo da alma.

       Com isso notei como usamos termos que só nós entendemos, mas deliciosamente  falamos.

        Como bom mineiro que sou vejo como que engolimos letras e as colocamos num sentido diminutivo.

       Adoro escutar aquelas prosas : Coitadim da Fulana, o sujeito que ela tava tendo um rolo sumiu, caiu na branquiara, deu no pé que nem um peido iscapulido.

        Mas eu sabia que ele era uma bela bisca, ficava ai fazeno bubiça com quarquer uma. Um trem atrapaiado, uma marmota um verdadero engastaio.

       Agora ela fica ai, jogada nos canto, mal falada, virou uma piriquete com umas sainhas dismilinguida com aqueles dois cambito, sei lá se desimcaia só jesus na causa.

      Quem paga o pato é a mãe, virou um bagacim, só sabe lamentá, triste dimais té uma fia pirdida desse jeito, cadiqué se o pai num fosse tão froxo tinha chegado o sujeito na xinxa, queria vê siscá no galinheiro de galo brabo. 

 

    

 

        Dizem que foi mió  ele té sumidu, em vez de bancá uma boca ia ter que aguentá um zé ruela a mais na boia.

       Agora é garrá  com os santo pra ela num tê imprenhado, sinão á meu Deus , quero nem pensá.  

          Mais acho que tem que espaiá , tudo sobre esse engastaio pra que ele não apronte com mais ninhuma moça de famia.

        Tem que cortá a crista do garnizé mitido a galo indio.

        E nós continuamos aqui, com todo jeitinho mineiro para melhor servir, TOK EMPREENDIMENTOS, Rua Cristal 120, centro. 

 

   

 

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