Frio

                                            

             E ele chegou, com toda força fazendo a gente tremer, esconder, aquecer e lembrar que o frio é danado.

             Nunca gostei dessa época de inverno, acho que por ter nascido em julho saindo do quentinho do ventre materno para a madrugada gelada, dizem que chorei muito, tá ai o trauma. Me lembro que na minha infância os invernos eram mais bravos, as 8 hs da noite as ruas já ficavam vazias, o vento passava assobiando, acredito também que por existir poucos prédios na cidade as ruas ficavam mais abertas, hoje as edificações fazem um verdadeiro paredão.

           Lembro também de acordar cedo e ir para escola de short e meia ¾ até no joelho com os cambetos batendo sem parar, blusa de lã, eu muito alérgico só espirava sem parar, ficava lindo com aquele nariz todo estourado. Acho engraçado quando as pessoas falam que é uma época linda, que o povo fica mais elegante, muito chique. Penso diferente vejo um povo feio com aquele mundo de roupa, o nariz inchado e vermelho, quando se é mais gordinho então fica parecendo um colchão amarrado.

         Mas tem seu lado delicioso, as comidas bem elaboradas  com temperos e misturas especiais. Quem resiste a uma vaca atolada, canjica, canjiquinha com costelinha, caldo de feijão, caldo de mandioca ai é só correr para o abraço. Tem também os deliciosos drinks quentes, quentão, vinho quente com canela e as grandes tentações os doces, arroz doce, cajuzinho, paçoquinha, maçã do amor, pé de moleque e muito mais tentações. 

        Como eram boas as festas juninas, bem elaboradas, me lembro dos ensaios das quadrilhas bem marcadas todo mundo empenhava para sair um show. Todo lugar tinha grandes festas juninas com casamento na roça e tudo que tinha direito.

        Me lembro das festas no sitio do tio Adib, começávamos a organização 01 dia antes, o pátio era todo enfeitado de bandeirinhas, balões pau de sebo, uma fogueira gigante esquentava até o amanhecer. Era tudo muito bem preparado todo mundo vestido á caráter, as mulheres com vestido de chita com muitas fitas e os homens de caipira faziam da festa um espetáculo. O grande momento da festa era o casamento com chegada dos noivos no carro de boi, o padre, o pai da noiva sempre armado com uma espingarda quase matava o povo de rir, logo após começava a grande quadrilha bem marcada com sanfona e o povo dançava de levantar poeira.

        E assim enfrentávamos o frio, acho até que hoje está faltando é grandes festas juninas e muita animação.

        E ficamos aqui debaixo dos cobertores sempre a disposição de vender imóveis e realizar sonhos, TOK EMPREENDIMENTOS Rua Cristal 120 , centro.                 

        

 

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