Vida moderna.

 

        Esta semana dei uma volta pelo comercio varejista de nossa cidade, a coisa não está fácil para ninguém, mas o que mais me chamou atenção foi a esperança de que dias melhores virão.

       O que mais notei foram as lojas de roupas, que em outros tempos era a grande maioria de fabricas daqui da terrinha, agora a coisa mudou muito, a grande maioria das roupas são importadas da China. Roupas feitas em grande escala em custo baixo que não deixa margem para nossas fabricas vencerem, não sei como conseguem mas acredito que a diferença deve ser a quantidade de impostos que são cobrados de nossos fabricantes.

      Parei para pensar como acontecia na nossa infância, lembro das costureiras que iam em casa e passavam vários dias fazendo roupas para a família toda. Lá em casa era a Ção costureira perfeita no corte e costura, me lembro da Mirica na casa da tia Alice, virava uma festa aquele tanto de revistas de moda e um mundo de tecidos, ali escolhiam e elas executavam, existia o quarto de costura que naqueles dias transformavam em uma pequena fabriqueta.

       Como me lembro de levar as roupas confeccionadas na casa da Dona Eliza, ali na Minas Gerais abaixo da Vinte e Um de Abril, para fazer casa e bater pressão, o mais interessante era a quantidade de serviço que elas prestavam, deixávamos as roupas lá e buscávamos só no dia seguinte, entrava na fila para ser atendido.  

      Quem não se lembra dos alfaiates, famosos na cidade, todo homem de respeito sempre tinha um bom terno no armário, e as calças bem cortadas com friso talhadas em linho puro. Lembro-me que ganhei meu primeiro corte para um terno do meu padrinho Tio Amnys, o tecido foi da Casa Orion , do tio Adib, e a confecção foi feita pelo SR. Lisboa, grande amigo do meu pai e famoso alfaiate da Rua Goiás, fui no meu primeiro baile de 15 anos, e fiquei Lindo kkkk.

         As roupas duravam muito eram bem feitas e os tecidos de qualidade, existia aquela coisa das roupas passarem de irmão para irmão, o menino crescia passava a roupa para o irmão menor.

       Quem nunca vestiu a japona que herdou do irmão, o kchute ainda me bom estado, fora a blusa de gola rolé , vestido de debutante virava sempre vestido de noiva acabando sendo usada nas festas juninas, nada se perdia tudo era transformado.

       E a vida era assim, mais fácil e mais durável.

        E eu continuo aqui negociando grandes pontos comerciais e ajudando pessoas e comprarem seu sonhos, TOK EMPREENDIMENTOS , Rua Cristal 120 , centro.    

                           

 

     

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