É BOM ODIAR A POLÍTICA?

É muito importante que as pessoas tenham envolvimento político. Não podemos questionar Aristóteles: o homem é um animal político. Na mesma linha, Bertold Brecht, outro gênio, disse que o pior analfabeto é o analfabeto político.

Demonizar a política e associar tal atividade à corrupção só é útil para os ladravazes que estão metidos no poder.

Você botaria fogo na sua casa caso ela fosse arrombada por um ladrão? Ora, então não defenda o fechamento do Congresso porque grande parte dos parlamentares é formada por pilantras contumazes.

Ao corrupto interessa dizer que ninguém presta, que  todo político é ruim.

Daí podem surgir, no mínimo, dois tipos de ocupantes dos cargos decisórios. São eles:

 

1 – O empresário não político.

Essa figura costuma se dizer apartidário, apolítico, sem ideologias. Afirma que conduzirá a coisa pública como uma empresa.

Como acreditar nisso se, ao analisar o perfil do Congresso Nacional descobrimos que grande parte dos seus membros historicamente é formada por... EMPRESÁRIOS! Uai... eles já estavam lá faz tempo, né?

 

2 – O outlier

Nesse exemplo podemos encontrar desde celebridades da mídia até alguma personagem salvadora da pátria, a quem se atribua cega confiança pelo simples fato de constituir novidade pura. Ele vem para mudar tudo!

A solução que proponho envolve os seguintes pontos:

  • Não destrua sua casa. Mande o bandido embora. Ao invés de rejeitar a política, melhore a representação popular através do seu voto. Estude para as eleições como se fosse para o vestibular.
  • Desconfie de super-heróis. Nenhum ser humano sozinho irá resolver os problemas de um país, por mais que você esteja alinhado com as ideias dele.
  • Defenda a democracia sempre, ainda que seja preciso discordar de seus ídolos ou amigos.
  • Conheça a história do Brasil e do mundo. O passado é importante fonte de análise para o que vivemos hoje e o que planejamos para o futuro.

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